(Créditos da imagem: Reuters).

Com a gosmenta aparência de secreção nasal, carinhosamente chamado de Blob — em homenagem ao alienígena de um filme chamado The Blob, de 1958 — ou por seu nome científico, Physarum polycephalum — que significa “bolor de várias cabeças” —, foi exibido recentemente no zoológico de Paris, sendo um dos assuntos mais comentados na internet.

Apesar de seu nome científico fazer alusão a um bolor, e muitos o classificarem como um mofo, para outro cientistas ele não é exatamente um fungo. Não existe uma classificação para o Blob, mas é uma mistura de planta, animal e fungo. Não tem boca, mas pode comer, não tem cérebro, mas pode aprender, não tem pernas, mas pode se locomover. Se você cortá-lo ao meio, em poucos minutos ele se regenera; quando ameaçado pode hibernar, o que o torna quase imortal. Eles também podem se fundir; quando ocorre, o conhecimento adquirido pelas duas partes também se funde.

“Você pode, inclusive, colocá-lo no micro-ondas por alguns minutos — e com algumas gotas de água, voilà!, ele volta à vida, disposto a se alimentar e procriar”, disse Audrey Dussutour, um francês especialista no P. polycephalum à AFP.

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Talvez a parte mais louca dessa criatura, no entanto, seja o número de sexos dele: 720 [não confundir com gênero]. Sabemos que ele possui 720 sexos porque ele possui o mesmo número de tipos de gametas. Um gameta é uma célula sexual, que com a fusão de dois (masculino e feminino), gera um zigoto e, posteriormente, um embrião; no caso da maioria dos seres vivos de reprodução sexuada, há dois tipos de gametas, um masculino e um feminino.

No vídeo abaixo você pode ver, em imagem acelerada, o Blob se locomovendo por um labirinto.

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Referências:

  1. BBC. “‘Blob’: o que é a misteriosa criatura com 720 sexos e sem cérebro”. Acesso em: 21 out. 2019.
  2. Boussard A. et al. “Memory inception and preservation in slime moulds: the quest for a common mechanism”; Royal Society. Acesso em: 21 out. 2019.
  3. The Guardian. “The ‘blob’: zoo showcases slime mold with 720 sexes that can heal itself in minutes”. Acesso em: 21 out. 2019.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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