(Créditos da imagem: ESA/Victor Tangermann).

Uma colisão com “o fantasma de uma galáxia” há milhões de anos ainda assombra a Via Láctea.

Em novembro, os astrônomos anunciaram a descoberta de Antlia 2, uma galáxia de baixa densidade, mas relativamente massiva, que orbita a Via Láctea.

Agora, uma equipe do Instituto de Tecnologia de Rochester (RIT) forneceu evidências de que uma colisão galáctica passada com Antlia 2 é responsável por grandes ondulações no disco externo de gás de hidrogênio da Via Láctea — solucionando potencialmente um mistério que intrigou os cientistas por mais de uma década.

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A professora Sukanya Chakrabarti, do RIT, apresentou as descobertas de sua equipe, que foram submetidas ao The Astrophysical Journal Letters e estão atualmente publicadas no servidor pré-impresso do arXiv, durante uma reunião da American Astronomical Society na quarta-feira.

Usando dados coletados pelo satélite Gaia da Agência Espacial Europeia, eles calcularam a trajetória passada de Antlia 2 e descobriram que ela provavelmente colidiu com a Via Láctea centenas de milhões de anos atrás, causando as ondulações que ainda vemos hoje.

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A equipe também realizou simulações para descartar uma causa das ondulações anteriormente proposta: uma colisão galáctica com a galáxia anã de Sagitário.

Chakrabarti acredita que a Antlia 2 pode ajudar os cientistas a resolver outro mistério também: a matéria escura.

“Nós não entendemos qual é a natureza da partícula de matéria escura”, disse ela em um comunicado à imprensa. “Mas se você sabe a quantidade de matéria escura, o que fica indeterminado é a variação da densidade com o raio”.

“Se Antlia 2 é a galáxia anã que previmos, você sabe qual teria sido a sua órbita”, continuou ela. “Você sabe que tinha que se aproximar do disco galáctico. Isso estabelece restrições rigorosas, portanto, não apenas sobre a massa, mas também sobre seu perfil de densidade. Isso significa que, em última análise, você poderia usar o Antlia 2 como um laboratório exclusivo para aprender sobre a natureza da matéria escura”. [Futurism].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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