(Créditos da imagem: American Chemical Society).

O plástico e o vidro são um problema, se descartados de forma incorreta. O processo de reciclagem também pode ser bastante poluente. A busca por novos materiais ecológico é grande e constante.

No início de abril, cientistas anunciaram uma nova madeira artificial que é transparente e pode armazenar a energia. Vamos ao início da história.

Em 2016, Lars Berglund, do Instituto Real de Tecnologia (KTH), na Suécia, integrava uma equipe que conseguiu deixar a madeira transparente. Eles utilizaram a madeira de Balsa. Como relatado na revista Biomacromolecules, a equipe removeu da madeira uma substância chamada lignina, que junto à celulose, na parede celular, confere força e rigidez, além da cor, à madeira. Os poros, livres da lignina, receberam então, um acrílico.

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Agora, Berglund, junto com a doutoranda Céline Montanari, atribuíram à madeira transparente uma nova característica: armazenamento de energia, conforme anunciado no início do mês em um encontro da Sociedade Química Americana (ACS). Para isso, os cientistas adicionaram ainda à madeira, um polímero chamado polietilenoglicol (PEG). Dessa forma, a madeira pode absorver a energia solar durante o dia e liberar em forma de calor à noite, substituindo aquecedores no inverno.

“Durante um dia ensolarado, o material absorverá o calor antes de chegar ao espaço interno, e o interior ficará mais frio do que fora. E, à noite, ocorre o inverso — o PEG fica sólido e libera calor em ambientes internos para que você possa manter uma temperatura constante na casa”, explicou Montanari à ACS.

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A madeira transparente pode substituir, em construções, o plástico, o vidro e até mesmo o concreto, por ser mais ecológica. Como observa Berglund, à ACS, “o PEG e a madeira são bio-baseados e biodegradáveis. A única parte que não é biodegradável é o acrílico, mas ele pode ser substituído por outro polímero de base biológica.”

Agora, o desafio é viabilizar a produção da madeira em escala industrial. Os pesquisadores estimam que em cinco anos ela já estará disponível para aplicações em design de interiores.

Fonte:American Chemical Society
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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