Ilustração de um “Pappochelys rosinae”, um extinto ancestral das tartarugas modernas. (Créditos da imagem: Reprodução/Brian Engh).

Um caso de câncer ósseo de 240 milhões de anos apareceu em um fóssil de um extinto ancestral das tartarugas. Datado do Período Triássico, o fóssil é o mais antigo exemplo conhecido desse tipo de câncer em um amniota, um grupo que inclui mamíferos, aves e répteis, relataram os pesquisadores na JAMA Oncology.

O fêmur esquerdo fossilizado da Pappochelys rosinae foi recuperado no sudoeste da Alemanha em 2013. Um crescimento no osso da perna levou uma equipe de paleontologistas e médicos a analisar o fóssil com uma micro tomografia computadorizada, uma técnica de imagem que fornece uma visão tridimensional detalhada dentro de um objeto.

“Quando vimos que isso não era uma ruptura ou uma infecção, começamos a procurar outras doenças causadoras de crescimento”, diz Yara Haridy, paleontóloga do Museum für Naturkunde, em Berlim. O veredito? Osteossarcoma periosteal, um tumor ósseo maligno. “Parece quase exatamente como osteossarcoma periosteal humano”, diz Haridy.

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“É quase óbvio que os animais antigos teriam câncer, mas é muito raro encontrarmos evidências”, diz ela. A descoberta deste tumor no Período Triássico oferece evidências de que o câncer é “uma vulnerabilidade à mutação profundamente enraizada em nosso DNA”.

Imagem de micro tomografia computadorizada do tumor. (Créditos da imagem: Y. Hardudy et al./JAMA Oncology).

Referência:

  1. Y. Haridy et al. “Triassic cancer—osteosarcoma in a 240-million-year-old stem-turtle”; JAMA Oncology, 2019. Acesso em: 13 fev. 2019.
Fonte:Science News
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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