Os dragões-de-komodo resistem à atração da “estrada aberta”, de acordo com uma pesquisa dos movimentos de mais de mil indivíduos. (Créditos da imagem: Mark MacEwen/NPL).

O maior lagarto do mundo é uma réptil caseiro.

Os ancestrais do impressionante dragão-de-komodo (Varanus komodoensis) devem ter viajado longas distâncias; de outra forma, nunca poderiam se espalhar pelas ilhas indonésias onde vivem hoje. Para ver se os lagartos ainda têm esse desejo de viajar, Tim Jessop, da Universidade Deakin, em Waurn Ponds, Austrália, e seus colegas enfrentaram as mordidas venenosas dos lagartos para capturar e colocar microchips em mais de mil indivíduos de tamanhos variados, permitindo que os pesquisadores registrassem os movimentos de cada animal durante o período de até uma década. A equipe também deslocou fisicamente sete grandes e velhos dragões de um vale ou ilha para outro, para ver se encontrariam o caminho de volta para casa.

Os resultados? Quaisquer que sejam as peregrinações que seus ancestrais possam ter cometido, os dragões-de-komodo contemporâneos quase nunca deixam os vales de suas casas, mesmo que isso signifique enfrentar suprimentos de alimentos limitados ou uma chance maior de endogamia (ou consanguinidade, ou seja, o acasalamento que consiste na união entre indivíduos aparentados, geneticamente semelhantes). Se forem retirados de suas casas, eles retornarão, a menos que haja um oceano em seu caminho.

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Referência:

  1. JESSEPO, Tim S. et al. “Exploring mechanisms and origins of reduced dispersal in island Komodo dragons”; Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 2018. Acesso em: 14 nov. 2018.
Fonte:Nature
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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