(Créditos da imagem: Sayyid Abdul Azim/AP).

5 patinhos foram passear (…), mas apenas 4 patinhos voltaram de lá. Este trecho da conhecida música infantil resume bem a história. Na semana passada, cinco caçadores foram capturar rinocerontes no Parque Nacional Kruger, na África do Sul; mas um deles não saiu de lá vivo.

Segundo funcionários, ele foi morto por um elefante e comido por um grupo de leões. Glenn Phillips, chefe-executivo do parque, diz que “entrar no Kruger National Park ilegalmente e a pé não é sábio, tem muitos perigos e este incidente é prova disso”. A morte será investigada e os quatro sobreviventes foram presos e serão julgados, pois a caça no local é ilegal; dois fuzis e suas munições foram apreendidos, já que não possuíam licença.

A caça do animal é feita apenas para a obtenção de seu chifre, que vale muito no mercado asiático — mais que diamante. O comércio internacional é banido desde a década de 1970, mas no final de 2018, em um enorme regresso, a China o reautorizou, em seu mercado interno, após 25 anos de proibição. É utilizado de forma medicinal e afrodisíaca, apesar de nenhuma evidência científica. Alguns parques retiram os chifres dos animais para tentar evitar a caça.

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De acordo com a instituição Save The Rhino, 80% dos rinocerontes do mundo estão na África do Sul, que também é o país onde a caça é mais praticada.

Entre 2007 e 2014, houve um aumento de 9.000% na caça do animal. Mas os números parecem estar se tornando um pouco otimistas: de 1028 rinocerontes caçados em 2017, o número caiu para 769 em 2018. Não se sabe, no entanto, se a queda se deve a resultados dos trabalhos anti-caça ilegal ou se o que ocorreu é uma grande queda no número de rinocerontes em seu habitat.

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A população de rinocerontes-brancos do sul continua a crescer, mas por pouco. A espécie corre perigo.

Fonte:The Washington Post
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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