(Créditos da imagem: Pixabay).

Parece ficção científica, mas a startup SpaceLife Origin, sediada na Holanda, pretende tornar isso realidade — e não tão distante no tempo. A previsão é para 2024.

Segundo os planos, a missão deve durar entre 24 e 36 horas. Após o parto, a cápsula retorna à Terra. A empresa já está em busca de transporte, financiamento e de uma mulher disposta a embarcar na missão.

Segundo disse Egbert Edelbroek à revista The Atlantic: “Os assentamentos humanos fora da Terra não fariam sentido sem aprender como se reproduzir no espaço”. O executivo diz que o aprendizado seria útil para o caso de uma catástrofe de escalas globais nos impedisse de continuar habitando a Terra.

Um parto no espaço, no entanto, esbarra em diversos questionamentos. A mãe estaria cometendo um crime, ou mesmo que legal, seria correto colocar o bebê em risco? Os médicos estariam quebrando seus juramentos?

Os problemas que podem ocorrer são muitos. Em um lançamento de foguete, os astronautas sentem várias vezes a força da gravidade — cerca de 3 vezes, geralmente — e não se sabe os efeitos que esse aumento na pressão sobre uma grávida causariam nela e no bebê.

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Após um difícil lançamento e um parto na microgravidade, chega a hora de voltar para a Terra. Uma mulher e um bebê, ambos sensíveis a alterações ambientais experimentando novamente variações de gravidade, pressão e temperatura. A viagem já é difícil para um astronauta, que é adulto, possui o corpo formado, com bom condicionamento físico e treinamento.

A empresa enfrenta e ainda deve enfrentar diversos problemas e dilemas políticos, éticos e legais até que a missão seja feita, caso seja. Além disso, há todo o equipamento que deve ser levado para garantir a segurança da grávida, do bebê e dos médicos.

“Eu acho que isso vai acontecer de qualquer maneira em algum momento, então é melhor fazê-lo de uma forma bem aberta e transparente”, disse Gerrit-Jan Zwenne, conselheiro da SpaceLife Origin, também para a The Atlantic.

Referência:

  1. KOREN, Marina. Imagine Giving Birth in Space; The Atlantic. Acesso em: 07 jan. 2019.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, pretendo seguir carreira no jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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