A sombra da espaçonave Hayabusa 2 (pequeno ponto preto à esquerda) é visível na superfície do asteroide Ryugu nesta imagem, registrada pouco antes de a espaçonave pousar na superfície do asteroide pela primeira vez. (Créditos da imagem: JAXA).

A espaçonave Hayabusa 2 posou rapidamente na superfície do asteroide Ryugu, realizando a primeira de três tentativas planejadas para capturar um pouco do material do asteroide. A análise da amostra pode esclarecer as origens dos planetas ou até mesmo a possibilidade de vida em outras partes do Sistema Solar.

Mas os cientistas não saberão com certeza quantos quilogramas de material a Hayabusa 2 conseguiu pegar até que a nave retorne à Terra em 2020.

Quando a espaçonave chegou ao Ryugu (asteroide com largura de aproximadamente mil metros) em junho, os cientistas ficaram surpresos ao encontrar na superfície do asteroide vários pedregulhos pontiagudos. O terreno acidentado tornava difícil encontrar um bom local de aterrissagem.

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Em dezembro, a equipe realizou experimentos na Terra para garantir que a técnica de coleta de amostras funcionasse em uma superfície rochosa. Os testes sugeriram que a estratégia, que consiste em disparar um projétil feito de tântalo, um metal particularmente duro, contra um alvo predefinido na superfície do asteroide e depois sugar a poeira, deveria funcionar no Ryugu.

Os cientistas da sala de controle da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, em Sagamihara, receberam dados da Hayabusa 2 confirmando que a nave havia pousado com segurança em Ryugu.

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A equipe da missão aplaudiu, com um membro gritando “Yatta!” — ou “Fizemos!”, em japonês — de acordo com o vídeo divulgado pela agência espacial japonesa.

Pouco depois, a equipe confirmou que a espaçonave havia disparado o projétil de tântalo com sucesso, o que significa que, provavelmente, ela também coletou uma amostra do asteroide. A nave então se elevou da superfície e recuou para uma distância segura de Ryugu.

A Hayabusa 2 possui mais dois projéteis a bordo para mais duas tentativas de coleta, que serão feitas ainda neste ano. Para uma das tentativas, a equipe usará um projétil maior para explodir uma cratera no asteroide e obter materiais que estão abaixo da superfície.

Quando a espaçonave retornar à Terra, os cientistas examinarão as amostras em busca de sinais de material orgânico que possa ajudar a explicar como a vida começou no Sistema Solar.

Fonte:ScienceNews
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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