Imagem registrada pelo equipamento WISPR da Parker Solar Probe, em 25 de setembro de 2018, mostra a Terra, a esfera brilhante perto do centro da imagem à direita. (Créditos da imagem: NASA/Naval Research Laboratory/Parker Solar Probe).

A sonda espacial Parker Solar Probe, desenvolvida pela NASA, está acelerando em direção ao Sol para começar sua missão, mas isso não significa que ela não possa fotografar o local de onde ela veio. Em 25 de setembro, a sonda registrou uma foto da Terra a cerca de 43,5 milhões de quilômetros de distância do nosso planeta.

A imagem (no lado direito da imagem acima) foi fotografada usando o equipamento WISPR, que é composto por dois telescópios apontados para vistas ligeiramente diferentes do céu. O telescópio externo, que capturou a imagem da Terra, é o equipamento que será usado para observar características na atmosfera do Sol, como a coroa solar.

O zoom na Terra revela uma pequena saliência no lado direito, que é a Lua, que espreita por trás do nosso planeta. Enquanto a Terra certamente ocupa o “centro das atenções” da foto, outras características astronômicas também são notáveis: o aglomerado estelar das Plêiades fica logo à esquerda da Terra, e as estrelas Bellatrix e Betelgeuse podem ser vistas na parte inferior da segunda imagem (lado esquerdo da imagem acima), que foi obtida pelo telescópio interno da sonda.

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A imagem que contém a Terra também possui um grande reflexo da lente, que foi gerado devido ao brilho do nosso planeta. Fotografias contendo Mercúrio e Vênus podem criar efeitos semelhantes, mas não trarão muito valor científico.

A visão com zoom da Terra mostra o que parece ser uma protuberância no lado direito do nosso planeta — esta é a Lua. (Créditos da imagem: NASA/Naval Research Laboratory/Parker Solar Probe).

A sonda recebeu o nome do físico Eugene Parker, que previu aspectos importantes da física solar e criou o termo “vento solar” para descrever o fluxo de partículas que o Sol lança no Sistema Solar. A sonda deve continuar a missão até 2026.

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Adaptado de Alfredo Carpineti para o IFLScience.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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