(Créditos da imagem: USGS).

Neste ano, a NASA planeja lançar um rover extremamente sofisticado para Marte e, se tudo der certo, acabará por enviar amostras do Planeta Vermelho de volta à Terra.

Uma esperança é que o veículo espacial colete novas evidências de vida, viva ou extinta, em nosso vizinho planetário. Mas o Space.com participou de uma conferência recente sobre astrobiologia em potencial em Marte e descobriu que quase todos os participantes pensam que, se houver vida lá, é provavelmente no subsolo.

Na conferência Mars Extant Life, de acordo com o Space.com, o cientista de pesquisa do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Vlada Stamenković, apoiou a ideia de que, se a vida marciana existe, ela provavelmente está abaixo da superfície.

“A superfície de Marte é um ambiente muito oxidante e com muita radiação, onde a água líquida não é realmente estável por um longo período de tempo”, disse Stamenković. “É o pior lugar para procurar locais de vida em Marte”, acrescentou.

Alguns cientistas defendem a criação de robôs ágeis que possam explorar os sistemas de cavernas marcianas, mas esse seria um projeto técnico extremamente complicado.

Mais realista, diz Stamenković, seria que a agência aterrisse equipamentos capazes de detectar águas subterrâneas e produtos químicos associados a uma possível vida — a partir da segurança da superfície.

Ou, é claro, para explorar os mistérios da superfície de Marte, talvez tenhamos que esperar até os esperados planos da NASA de enviar seres humanos ao planeta vermelho, atualmente previsto para meados da década de 2030. [Futurism].