O campo magnético da Terra está mais concentrado nos polos norte e sul. (Créditos da imagem: Elen/Alamy).

Um novo estudo publicado na revista Science sugere que uma reversão no campo magnético da Terra há cerca de 42 mil anos pode ter desencadeado uma série de crises ambientais na Terra, contribuindo assim para as extinções em massa.

Com uma nova datação de carbono mais precisa obtida de fósseis de árvores antigas, os pesquisadores correlacionaram mudanças nos padrões climáticos, extinções de grandes mamíferos e até mesmo mudanças no comportamento humano pouco antes e durante a excursão de Laschamps, uma breve reversão dos polos magnéticos que durou quase mil anos.

Durante uma reversão, o campo magnético da Terra, que protege o planeta de partículas carregadas fluindo do Sol, pode ter enfraquecido. E isso pode estar relacionado com uma série de eventos de extinção. Isto por que o campo magnético enfraquecido permitiu que mais radiação ionizante de erupções solares e raios cósmicos do espaço chegassem à Terra. O que, consequentemente teria causado condições climáticas extremas, incluindo raios, altas temperaturas e muita luz solar.

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O campo magnético da Terra se estende pelo espaço e está mais concentrado nos polos norte e sul. Os polos magnéticos vagam e ocasionalmente revertem a cada 200 mil a 300 mil anos, mas pouco se sabe como isto pode afetar o nosso planeta.

“Essas mudanças ambientais extremas podem ter causado, ou pelo menos contribuído para, eventos de extinção, incluindo os de grandes mamíferos na Austrália e os Neandertais na Europa”, disse Paula Reimer, da Queen’s University Belfast, ao New Scientist. “Megafauna em toda a Austrália e Tasmânia e os Neandertais na Europa foram extintos na mesma época que a reversão do polo magnético que aconteceu há 42 mil anos atrás.

Ainda não se sabe se outras reversões magnéticas podem ter causado convulsões semelhantes no passado, mas este é o primeiro estudo a considerar uma ampla gama de consequências ambientais causadas por mudanças extremas do campo magnético.

Publicado originalmente por SoCientífica. Leia o original aqui.