Uma visão tridimensional de todo o cérebro humano pode revelar novos detalhes sobre as estruturas do órgão. (Créditos da imagem: B.l. Edlow et al/bioRxiv).

Mais de 100 horas de digitalização produziram uma imagem muito detalhada em 3D de todo o cérebro humano. A nova visão, registrada por uma poderosa ressonância magnética, tem a resolução de detectar objetos com menos de 0,1 milímetro de largura.

“Não vimos um cérebro inteiro como esse”, disse o engenheiro elétrico Priti Balchandani, da Escola de Medicina Icahn, no Mount Sinai, em Nova York, que não esteve envolvido no estudo. “É definitivamente sem precedentes.”

A varredura mostra estruturas cerebrais como a amígdala em detalhes vívidos, um quadro que pode levar a uma compreensão mais profunda de como mudanças sutis na anatomia podem se relacionar com distúrbios como o transtorno de estresse pós-traumático.

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Para obter a imagem, pesquisadores do Massachusetts General Hospital, em Boston e em outros lugares, estudaram o cérebro de uma mulher de 58 anos que morreu de pneumonia viral. Seu cérebro doado, supostamente saudável, foi preservado e armazenado por quase três anos.

Antes do início da varredura, os pesquisadores construíram um estojo esferoide de uretano personalizado que mantinha o cérebro imóvel e permitia que as bolhas de ar interferentes escapassem. Enfraquecido, o cérebro então entrou em uma poderosa máquina de ressonância magnética chamada 7 Tesla, ou 7T, e ficou lá por quase cinco dias de varredura.

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Vídeos associados do cérebro, bem como o conjunto de dados subjacente, estão disponíveis publicamente.

Os pesquisadores não conseguem o mesmo resultado com cérebros de pessoas vivas. Para começar, as pessoas não conseguiam tolerar uma varredura de 100 horas. Ademais, os movimentos minúsculos, como os que vêm da respiração e do fluxo sanguíneo, borrariam as imagens. [ScienceNews].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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