Concepção artística de um quasar. (Créditos da imagem: NASA/ESA).

Os quasares têm o brilho tão intenso que eclipsam as galáxias antigas que os contêm. Esses objetos distantes são alimentados por buracos negros supermassivos e fascinam os astrônomos desde sua descoberta, há meio século.

Na década de 1930, Karl Jansky, físico da Bell Labs, descobriu que a interferência estática nas linhas telefônicas transatlânticas eram causadas pela nossa galáxia, a Via Láctea. Na década de 1950, os astrônomos usaram radiotelescópios para explorar os céus e anexar seus sinais com exames visíveis dos céus.

No entanto, alguns dos objetos de ponto-fonte menores não tiveram uma correspondência. Os astrônomos os chamavam de “fontes de rádio quase estelares”, ou “quasares”, porque os sinais eram parecidos com as das estrelas. Nomeá-los não ajudou a determinar quais eram esses objetos. Os pesquisadores levaram anos de estudo para perceber que essas manchas distantes, que pareciam indicar estrelas, são criadas por partículas aceleradas a velocidades que se aproximam da velocidade da luz.

Jatos de luzes rápidas

Os cientistas suspeitam que os minúsculos pontos são sinais de núcleos galácticos superando suas galáxias hospedeiras. Os quasares somente existem em galáxias com buracos negros supermassivos. Embora a luz não possa escapar do próprio buraco negro, alguns sinais podem se libertar nas suas bordas. Enquanto o gás e a poeira “caem” no buraco negro, outras partículas são aceleradas. As partículas fluem para longe do buraco negro em jatos, impulsionadas por um dos aceleradores de partículas mais poderosos do Universo.

A maioria dos quasares foram encontrados a bilhões de anos-luz de distância. A luz viaja numa velocidade de aproximadamente 300 mil quilômetros por segundo, deslocando-se 10 trilhões de quilômetros por ano. Quando observamos um astro que está a 1 ano-luz de distância da Terra, estamos olhando a luz que ele liberou há um ano. Por este motivo, ao olharmos para as estrelas (e outros objetos celestes), estamos olhando para o passado.

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Os quasares emitem energias de milhões, bilhões ou mesmo trilhões de elétrons volts. Essa energia excede o total da luz de todas as estrelas dentro de uma galáxia. Os objetos mais brilhantes do Universo brilham de 10 a 100 mil vezes a mais do que a Via Láctea.

Árvore genealógica

Os quasares fazem parte de uma classe de objetos conhecidos como Núcleos Galácticos Ativos (AGN, na sigla em inglês). Outras classes incluem galáxias e blazares de Seyfert. Todos os três requerem buracos negros supermassivos para alimentá-los.

As galáxias Seyfert são os AGNs de ​​energia mais baixa. Os blazares, igual aos seus “primos” quasares, produzem significativamente mais energia.

Adaptado de Nola Taylor para o Space.com.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

4 comentários

  1. Parabéns, amigo. Excelente matéria. Não tenho mais 16 anos, mas participo desse mesmo fascínio pelo Universo e sua suntuosidade.

  2. Parabéns mesmo! O Brasil está precisando mudar a Cultura!
    Deixar de ser somente o país do Futebol, do Samba e do Carnaval (como é mundialmente conhecido), para ser o país da Ciência e da Tecnologia! 🙂

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