(Créditos da imagem: NASA's Goddard Space Flight).

O Sol e os planetas existem há cerca de 4,6 bilhões de anos, aos quais, comparados ao tempo da raça humana, é uma eternidade. Mas o Sol está envelhecendo. Constantemente, ele está consumindo a própria energia — para ser uma estrela, é necessário que esteja ocorrendo uma fusão nuclear na mesma: no Sol, dois átomos de hidrogênio se juntam entre si para formarem um átomo de hélio. No entanto, nessa atividade, é registrada uma perda aproximada de 4,5 milhões de toneladas de massa a cada segundo. No processo, o Sol vai perdendo combustível, e em cerca de 5 bilhões de anos, esse combustível acabará, mas a nossa estrela não vai simplesmente “morrer” e deixar de existir.

Quando o combustível estiver chegando ao fim, o núcleo do Sol entrará em colapso e o calor extra que esse centro gera faz as camadas exteriores se expandirem. Quando isso acontecer, ele se tornará uma gigante vermelha. Finalmente, o Sol vai crescer tanto que, visto da Terra, este preencheria todo o horizonte, e toda vida no pálido ponto azul seria extinta.

Após centenas de milhares de anos na fase de gigante vermelha, o Sol chegará a um ponto em que ele vai começar a pulsar —mas o que é isso? O interior da estrela estará instável, então ela iniciará um processo de contração e expansão; expande, contrai, expande, contrai. Em um momento, as camadas externas da estrela começarão a se soltarem e se expandirem pelo Sistema Solar, e assim o Sol perderá o contato total com a sua superfície externa e irá formar o que chamamos de nebulosa planetária (um envoltório brilhante constituído por plasma e gás ionizado). Isso deixará para trás um objeto que terá quase o tamanho da Terra, mas com talvez a metade da massa do Sol: uma anã branca.

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A anã branca é uma estrela com um brilho muito fraco, que seria o resto do resto do nosso Sol, e que está lentamente esfriando nas baixas temperaturas do nosso espaço.

Olhando de onde a Terra está hoje, poderíamos comparar uma anã branca a uma Lua cheia, em termos de tamanho.

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A cada hora e a cada dia, tudo está se aproximando da desordem, da destruição e da decomposição. Nada pode escapar da passagem do tempo, nem mesmo as estrelas.

Referência:

  1. BBC. “Wonders of the Universe”.
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Letícia Miranda
Baiana que adora jazz, blues, samba, escrita e que perde muito tempo assistindo filmes. Interessada em diversas áreas da ciência, com foco em neurociência, psicologia, biologia e literatura.

3 comentários

  1. Fala Letícia. Ótimo texto, só tome cuidado com os tempos verbais, em algumas sentenças a compreensão foi comprometida.
    Exemplificando: “Quando o combustível começar a chegar ao fim, o núcleo do Sol entrará em colapso e o calor extra que esse centro gera faz as camadas exteriores se expandirem. ”
    Ótimo texto, grande abraço!

  2. Como qq estrela, nosso Sol, também, tem seu tempo de vida, que um dia, chegara ao fim. Também nosso lindo planeta, não sobreviverá. Como uma gigante vermelha, o calor por ele irradiado, queimará toda a vida em nosso planeta. É o fim.

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