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A professora Kitty Short, de Manchester, já utilizava terapia com LEGO em escolas quando decidiu tentar o método em uma casa de repouso – e o resultado foi melhor do que o esperado.

Como a maioria dos idosos já não têm condições de ir à academia ou sair para correr, os exercícios mentais são muito importantes no tempo livre, especialmente para os que possuem alguma doença neurodegenerativa. A construção e organização das peças de LEGO estimula não só as habilidades motoras, mas também a criatividade e a noção de tempo e espaço.

Kitty definiu três papéis na sua ideia de terapia. O engenheiro segura o manual e indica quais peças serão necessárias e como serão colocadas. O fornecedor acha e separa essas peças, passando-as para o construtor, que vai começar a montagem. O trabalho em equipe muitas vezes é um desafio para os idosos, que exercitam também a paciência com os colegas.

John, um dos moradores da casa de repouso, conta que gosta de ser o engenheiro, para “comandar” o processo de construção. Quando criança, ele adorava brincadeiras com LEGO, então a terapia lhe traz lembranças boas.

A professora Short agora realiza essas oficinas em outros lares de idosos em Manchester. Mantendo a mente de seus pacientes ativa ela não consegue curar o Alzheimer e outras doenças, mas ajuda significativamente na prevenção e tratamento delas. [LEGO].