Nos últimos anos, 3.339 casos de polio, difteria e sarampo foram registrados em 16 estados. Outras doenças, que até agora estavam erradicadas, voltaram a assustar a população brasileira. A rubéola, a difteria e outras enfermidades que já estão com casos confirmados no país podem ser reintroduzidas na população por meio de transmissão e falta de imunização. Com recentes casos de peste bubônica (chamada de Peste Negra durante a Idade Média) na China, conclui-se o possível retorno da doença.

De acordo uma agência de notícias chinesa, um homem de 55 anos comeu um coelho selvagem e adquiriu a peste. Vale lembrar que nas últimas semanas foram registrados dois casos de peste, sendo um de peste pneumônica em Pequim, a capital da China. O comunicado ainda informa que 28 pessoas que tiveram contato com o homem estão em quarentena, mas nenhuma apresentou febre ou outros sintomas da peste.

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Sobre reintrodução de doenças erradicadas no Brasil, “é um risco real”, de acordo com a medica Monica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “No caso da rubéola, a vacina é a mesma do sarampo [a vacina tríplice viral]. A doença foi erradicada nas Américas, mas a imunização vêm caindo e, com a queda, começam a pipocar casos nos Estados Unidos, México, Argentina e Chile. Não é um surto, mas a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) está preocupada com a situação”, explica a médica especialista.

Enquanto uma doença não for erradicada do planeta, ela pode se reintroduzir na sociedade. Contudo, a única doença que foi letal na antiguidade e hoje está completamente erradicada é a varíola, mas cepas de seu vírus ainda são guardadas em laboratórios específicos.

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Uma campanha iniciada em março deste ano teve como objetivo vacinar (a vacinação é a melhor forma de evitar epidemias) com a primeira dose da vacina tríplice viral cerca de 95% dos bebes e crianças de seis meses a cinco anos de idade, mas a meta não foi alcançada. Por conta de um conjunto de fatores, principalmente por conta das fakes newes, muitas famílias decidiram não vacinarem seus filhos, significando que muitas crianças não criaram imunidade às doenças.

Vale ressaltar que as vacinas não têm 100% de eficácia — a vacina tríplice viral, por exemplo, possui 95% de eficácia (ou seja, 5% da população não cria imunidade). No entanto, se mantermos o alto o índice de cobertura vacinal, como forma de impedir a circulação dos vírus, protegeremos as pessoas com baixa imunidade. Por isso é importante manter a vacinação em dias.

“Quem é vítima dessa ignorância é a criança, que tem direito a vacina. E o adulto que está fazendo isso está causando a morte da criança”, disse o ministro da saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta. [Metrópoles/Folha de São Paulo].

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Biólogo, pesquisador orientador em educação

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