(Créditos da imagem: Jason Schneider).

Em 2007, o especialista em neuropsicologia cognitiva, Bruno Laeng, procurou saber como o crepúsculo poderia afetar a visão dos habitantes do norte.

Laeng e seus colegas reuniram cerca de 250 pessoas, a maioria estudantes de graduação da Universidade Arctic, da Noruega (onde Laeng, agora na Universidade de Oslo, era professor) e os dividiu em dois grupos: os que nasceram acima do Círculo Ártico e os nascidos abaixo dele. Ambos os grupos fizeram um teste de medição da discriminação de cor, no qual eles tiveram que organizar mais de 85 guias de cores de acordo com a progressão em seus tons.

Aqueles nascidos em regiões polares fizeram mais erros organizando as guias verdes e amarelas, mas não erraram as guias azuladas. Não surpreendentemente, a prevalência de daltonismo vermelho-verde é maior em populações que vivem mais longe do equador, no caso, as que moram mais próximas dos polos.

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A linguagem também suporta as conclusões de Laeng: a psicóloga Angela Brown, da Universidade do Estado de Ohio, examinou os dicionários de várias populações — mais de 450 idiomas — para ver quais tinham palavras distintas para a cor “azul”. Ela descobriu que as pessoas mais próximas dos polos distinguiram mais o vocábulo entre os azuis.

Adaptado de Daniel Engber para o Popular Science.
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Letícia Miranda
Baiana que adora jazz, blues, samba, escrita e que perde muito tempo assistindo filmes. Interessada em diversas áreas da ciência, com foco em neurociência, psicologia, biologia e literatura.

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