(Créditos da imagem: TU Delft).

Um sinal de rádio fraco não é apenas um transtorno quando você está tentando sintonizar na sua estação de rádio favorita, mas também é um grande problema para ressonâncias magnéticas em hospitais e para telescópios que espiam o Universo a partir desta fatia do espectro eletromagnético.

Normalmente nós corrigimos um sinal fraco nos aproximando da fonte de emissão ou escolhendo uma estação de rádio diferente. Mas e, se em vez disso, pudéssemos apenas ouvir com mais cuidado? Cientistas da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, criaram um circuito quântico que lhes permite ouvir o sinal de rádio mais fraco possibilitado pela mecânica quântica. A pesquisa foi publicada na revista Science neste mês.

Uma peculiaridade da mecânica quântica é a teoria de que a energia só pode vir em unidades fixas, chamadas de “quanta”. Só é possível ter unidades inteiras, nada entre elas. “Digamos que eu estou empurrando uma criança em um balanço. Na teoria clássica da física, se eu quiser que a criança vá um pouco mais rápido, eu posso dar um pequeno empurrão, dando-lhe mais velocidade e mais energia. A mecânica quântica diz algo diferente: só posso aumentar a energia da criança em uma ‘etapa quântica’ de cada vez. Empurrar pela metade dessa quantia não é possível”, explica o pesquisador Mario Gely.

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Antes que a equipe da Delft desenvolvesse o circuito, só poderíamos ajustar os sinais de rádio na forma de “um pequeno empurrão” ou uma pequena quantia imprecisa. Com o novo circuito quântico, os pesquisadores são capazes de sintonizar quantidades específicas de radiofrequências. As frequências mais precisas podem ajudar a melhorar a exatidão das ressonâncias magnéticas e dos radiotelescópios, mas também podem nos ensinar ainda mais sobre mecânica quântica, gravidade e física.

O circuito quântico desenvolvido pelos pesquisadores também pode auxiliar a encontrar novos caminhos para descobertas científicas. Em seguida, os cientistas esperam entender a maneira como a gravidade interage com a física quântica, algo que ainda confunde os físicos.

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Fonte:Futurism
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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