(Créditos da imagem: Pixabay).

Ah, viver em um mundo onde podemos fabricar órgãos feitos sob medida para suprir a oferta… Não há necessidade de doadores ou listas de espera de muitos anos.

Ainda estamos longe desta utopia de órgãos, mas estamos, pelo menos, um pouco mais perto de os pulmões de bioengenharia se tornarem realidade. Pesquisadores da University of Texas Medical Branch at Galveston publicaram um artigo anunciando que transplantaram com sucesso pulmões artificialmente desenvolvidos em quatro porcos adultos sem nenhuma complicação.

No passado, os especialistas tinham dificuldade em conseguir esse tipo de transplante. Eles falhavam, muitas vezes, poucas horas após a cirurgia. Mas, neste caso, os pulmões duraram pelo menos um mês e, em alguns casos, mais tempo.

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A equipe, liderada por Joan Nichols e Joaquin Cortiella, baseou-se em trabalhos anteriores publicados em 2016, quando eles anunciaram que criaram um pulmão humano no laboratório.

Para começar, a equipe criou andaimes sobre os quais desenvolveram os órgãos. Eles usaram pulmões de porcos já mortos e removeram o sangue e as células dos tecidos do órgão, deixando para trás somente um “esqueleto de proteínas”. Os pesquisadores também coletaram células pulmonares dos mesmos porcos que mais tarde receberiam os transplantes.

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Então, para criar cada pulmão de bioengenharia, os pesquisadores colocaram as células coletadas, uma mistura de nutrientes e o “esqueleto de proteínas” dentro de um tanque chamado de biorreator. Lá esses componentes foram misturados durante 30 dias. Depois que o tempo acabou, a equipe obteve um conjunto de pulmões personalizados, com um sistema de vasos sanguíneos.

Uma vez que os quatro porcos tiveram seus órgãos personalizados, Nichols, Cortiella e seus colegas mantiveram o controle sobre os pacientes suínos, verificando eles a cada 10 horas durante dois meses após a cirurgia. A equipe notou que os corpos dos porcos não rejeitaram os novos pulmões, apesar de não usarem imunossupressores para ajudar a manter as taxas de rejeição baixas — uma técnica comum em transplantes. E, ainda por cima, a rede vascular dos órgãos se integrou — às vezes duas semanas depois — com o sistema natural de vasos sanguíneos dos porcos.

Com esses resultados, essa conquista é um passo importante para a realização do mesmo tipo de proeza em humanos.

Fonte:Discover
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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