Aglomerado de galáxias Abell 2744 registrado pelo Telescópio Espacial Hubble. Estas são as galáxias mais jovens e menos luminosas detectadas até o momento. (Créditos da imagem: NASA/ESA/STScI).

Em 2016, uma equipe de pesquisadores do Instituto Kavli de Astronomia e Astrofísica (KIAA, na sigla em inglês), da Universidade de Pequim, anunciaram a descoberta de mais de 60 quasares extremamente distantes, quase dobrando o número conhecido pela ciência.

Em uma reunião organizada pelo Instituto Kavli, três astrofísicos — incluindo um membro da equipe que fez a descoberta — explicaram o motivo pelo qual a descoberta irá ajudar a desvendar os segredos das origens do Universo.

Os quasares são as regiões brilhantes nos núcleos de galáxias, alimentados por buracos negros gigantescos.

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“Você pode pensar que os quasares são como faróis na escuridão do início do Universo”, disse Roberto Maiolino, professor de astrofísica no Laboratório Cavendish, da Universidade de Cambridge e diretor do Instituto Kavli de Cosmologia (KICC, na sigla em inglês). “Assim como faróis podem iluminar o terreno ao seu redor, tornando-os visíveis de longe, quasares permitem investigar o Universo distante e compreender a física de galáxias primordiais”.

Quasares distantes oferecem uma “janela única” sobre como as galáxias e buracos negros supermassivos se interagiram. Todavia, os quasares são raros e para encontrá-los são necessárias extensas pesquisas e observações, utilizando poderosos telescópios.

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“Eu e os meus colegas utilizamos o Sloan Digital Sky Survey (SDSS, na sigla em inglês) e o levantamento Pan-STARRS para encontrar os quasares. Antes do início dessas pesquisas, nós sabíamos muito pouco sobre quasares distantes”, disse Linhua Jiang, do KIAA.

Jiang também expôs como o novo estudo de quasares distantes vai ajudar a explicar as regiões onde a matéria era mais densa no início do Cosmos. As regiões mais densas são onde os grandes aglomerados de galáxias tiveram suas origens. “Vamos saber mais sobre a história das galáxias e a forma do Cosmos, por assim dizer”, disse ele.

Os estudos dos quasares também irão aprofundar a nossa compreensão do porquê quase todas as grandes galáxias possuem buracos negros supermassivos em seu centro.

Fonte:Phys.org
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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