Zac Manchester com um satélite ChipSat em sua mão. (Créditos da imagem: Linda Cicero).

Há uma década, quando ainda era um estudante de doutorado na Universidade de Cornell, Zac Manchester imaginou construir satélites do tamanho de um chip que pudessem funcionar juntos para estudar a Terra ou explorar o espaço.⁠

Em 3 de junho, quando o NASA Ames Research Center anunciou o sucesso do maior conjunto de ChipSats na história, Manchester, agora professor assistente em Stanford, já está imaginando o futuro desta tecnologia.⁠

“Isso é como a revolução do PC no espaço”, disse Manchester, que ingressou no corpo docente de aeronáutica e astronáutica no ano passado. “Mostramos que é possível que enxames de minúsculos satélites baratos realizem tarefas que são realizadas por satélites maiores e mais caros, tornando acessível a praticamente qualquer pessoa colocar instrumentos ou experimentos em órbita.”

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A equipe de Manchester inseriu 105 ChipSats na órbita terrestre baixa em 18 de março e, no dia seguinte, detectou os sinais que enviaram uns aos outros, demonstrando sua capacidade de se comunicar como um grupo, um pré-requisito para operar como um enxame. Desde aquela época, os pesquisadores têm trabalhado com a NASA para completar a primeira fase da análise de dados da missão.⁠

Cada ChipSat é uma placa de circuito ligeiramente maior que um selo postal. Construído por menos de US$100 cada, cada ChipSat usa células solares para alimentar seus sistemas essenciais: o rádio, o microcontrolador e os sensores que permitem que cada dispositivo se localize e se comunique com seus pares. No futuro, as ChipSats podem conter eletrônicos adaptados para missões específicas, disse Manchester. Por exemplo, eles podem ser usados ​​para estudar padrões climáticos, migrações de animais ou outros fenômenos terrestres. As aplicações do Spacefaring podem incluir o mapeamento dos recursos de superfície ou composição interna de asteroides ou luas orbitando outros planetas.⁠ [Wevolver].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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