(Créditos da imagem: Reprodução/NSCT).

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, em parceria com uma fábrica de Florianópolis, desenvolveram um sorvete capaz de reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia, como enjoos, tonturas, fraqueza, queda de cabelo, falta de apetite (que pode ser agravada pelo surgimento de feridas na boca que dificultam a ingestão de alimentos), entre outros.

O sorvete, disponível nos sabores morango, chocolate e limão, não possui lactose e nem glúten e funciona como um complemento alimentar. A guloseima foi servida durante um ano aos pacientes do Hospital Universitário da UFSC.

Para produzir o alimento, os pesquisadores utilizaram azeite de oliva desodorizado, whey protein isolado (proteína rica em aminoácidos e de fácil absorção) e fibra.

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“Foi uma surpresa maravilhosa, o sorvete é delicioso e ele minimiza os efeitos da quimioterapia”, disse Carol Gilda Martins, paciente da unidade hospitalar. Desde março, ela faz tratamento para um câncer linfático.

“Então com sorvetinho ficou tudo de bom. A recuperação é melhor ainda”, disse o aposentado Carlos Alberto Martins.

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Pelo fato do sorvete ser gelado, ele auxilia a anestesiar inflamações na cavidade bucal e as mucosites, informou Raquel Kuerten de Salles, uma das nutricionistas responsáveis pelo estudo.

De acordo com a médica Giovanna Steffenello, a quimioterapia altera o paladar dos pacientes e, às vezes, somente o cheiro da comida já incomoda. Por isso o sorvete, além de ser saboroso, é muito eficiente e serve como incentivo para os pacientes seguirem firme no tratamento. [Razões Para Acreditar, G1].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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