Animação que sinaliza o asteroide 2015 BZ509 dentro de um círculo amarelo. (Créditos da imagem: C. Veillet/Large Binocular Telescope Observatory).

Em 2017 tivemos uma grande descoberta: o asteroide ‘Oumuamua, o primeiro objeto de origem interestelar orbitando o Sol, descoberto por cientistas de um observatório no Havaí.

Recentemente, Helena Morais, pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), descobriu o segundo objeto de outro sistema estelar orbitando o Sol.

Chamado de 2015 BZ509, o asteroide orbita uma região próxima de Júpiter. Nessa região há outros corpos celestes, mas o 2015 BZ509 possui uma órbita ao contrário dos outros objetos e com uma inclinação grande de mais, o que chamou atenção.

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Após observações, cálculos e simulações, a pesquisadora percebeu que o objeto, que não se encaixava nos modelos de formação do Sistema Solar, orbitava outra estrela no passado. Os dados mostram que o asteroide está lá, em seu estado atual, desde a formação do planeta Júpiter. O objeto “mora” no Sistema Solar há cerca de 4,5 bilhões de anos.

Segundo o artigo que descreve a descoberta, a presença desse objeto no local encontrado é inesperada, pois acreditava-se que todos os troianos de Júpiter, como são conhecidos, foram todos originados na nuvem de Oort.

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Com a descoberta, acredita-se que outros objetos do Sistema Solar tenham uma origem interestelar. A presença desses objetos nos mostra que devemos revisar nossas teorias para a formação dos planetas, já que esses corpos extra-solares podem ter os “contaminado”.

Referência:

  1. F. Naoumi; M.H.M. Morais. “An interstellar origin for Jupiter’s retrograde co-orbital asteroid”; Royal Astronomical Society, 2018. Acesso em: 22 mai. 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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