(Créditos da imagem: NJIT/YouTube).

A atmosfera externa do Sol é centenas de vezes mais quente que sua superfície — e isto é um mistério de longa data, mas agora podemos ter uma resposta.

Os cientistas sugeriram anteriormente que os jatos de plasma do Sol eram responsáveis pelo efeito de aquecimento, e pela primeira vez uma equipe de pesquisadores puderam observar diretamente este processo.

Novas observações mostram que, à medida que os campos magnéticos na superfície do Sol se invertem e realinham, as espículas são formadas. A energia do campo magnético é convertida em energia cinética e térmica, que é então transferida para as espículas que empurram a cromosfera para a camada mais externa da atmosfera do Sol, a corona.

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A ideia da tensão magnética do Sol que desencadeia espículas já havia sido divulgada anteriormente através do uso de simulações computacionais detalhadas. Agora, usando imagens de alta resolução dos telescópios do Big Bear Solar Observatory (BBSO), os astrônomos realmente viram isso acontecendo.

“Observações sem precedentes em alta resolução do Telescópio Solar Goode da BBSO mostram claramente que, quando campos magnéticos com polaridades opostas se reconectam na atmosfera mais baixa do Sol, esses jatos de plasma são ejetados com força”, disse o físico solar Wenda Cao, do Instituto de Tecnologia de Nova Jersey.

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E esses jatos têm algo em torno de 200 a 500 quilômetros de largura e atingem alturas de milhares de quilômetros antes de desabar. Eles também se movem rápido — cerca de 100 quilômetros por segundo.

Os pesquisadores também usaram imagens capturadas pela sonda Solar Dynamics Observatory da NASA no espectro ultravioleta extremo (EUV, na sigla em inglês) para medir como a energia estava sendo transferida nas camadas superiores da atmosfera solar.

Essas imagens confirmaram que as espículas podem atingir temperaturas de cerca de 1 milhão de graus Celsius e a explosão de alta energia pode ser suficiente para aquecer a coroa às altas temperaturas que os cientistas registraram.

A chave para toda essa coleta crucial de dados são as imagens de alta resolução possíveis com o BBSO, que ofereceram níveis de detalhes que antes não eram possíveis. À medida que nossa tecnologia de observação espacial melhora, mais descobertas devem ser anunciadas.

“Esta é a primeira vez que vimos evidências diretas de como as espículas são geradas”, disse Cao. [ScienceAlert].

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Referência:

  1. SAMANTA, Tanmoy et al. “Generation of solar spicules and subsequent atmospheric heating”; Science, 2019. Acesso em: 25 nov. 2019.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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