Quatis esfregando sabonete. (Créditos da imagem: Aline Gasco).

A pesquisadora Aline Gasco, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em Ribeirão Preto, observou, na Ilha do Campeche, em Florianópolis, quatis que aderiram a uma prática humana: higiene pessoal.

Com a ajuda de sua orientadora Patrícia Ferreira Monticelli, Gasco buscou diversos especialistas para encontrar as respostas.

A Ilha do Campeche, por ser um sítio arqueológico, recebe um grande número de turistas, que acabam deixando algumas coisas por lá.

Eles passam entre alguns segundos e alguns minutos esfregando o sabão principalmente na cauda e nas genitálias.

A conclusão dos pesquisadores é que os quatis fazem isso para se livrar de ectoparasitas — parasitas externos, ou seja, ficam por fora do corpo do hospedeiro, como pulgas e piolhos — e aliviar a irritação.

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Como se já não bastasse, torna-se ainda mais impressionante ao ver que esse comportamento existe há mais de uma década. Logo, o hábito está sendo passado entre as gerações.

No entanto, se ingeridos, os produtos podem intoxicar os animais. O correto seria evitar a exposição dos animais a esses produtos.

Já se sabia que eles utilizavam, por exemplo, secreções de plantas. Não se sabe, todavia, como esses produtos humanos foram incorporados às práticas dos quatis.

Referência:

  1. SILVEIRA, Evanildo. “Pesquisadora brasileira tenta decifrar mistério de quatis que usam sabonete”; BBC. Acesso em: 14 set. 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, pretendo seguir carreira no jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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