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Quando pensamos em Isaac Newton, frequentemente lembramos das famosas três leis de Newton. Mas me vem uma curiosidade… Como era Isaac Newton quando era criança? Como ele nasceu? Muitas vezes repetimos leis de cientistas de modo tão automático que até esquecemos que ele foram seres humanos.

Isaac Newton nasceu em uma fazenda, no nordeste da Inglaterra em 1642. Ele já nasceu enfrentando um grande desafio, era órfão; seu pai já havia falecido. Seu parto foi complicado, e aparentemente foi prematuro, era um bebê minúsculo, tanto que cabia em um caneco. Ninguém acreditava que fosse sobreviver.

Quando Newton tinha apenas três anos, sua mãe Hannah se casou com o Reverendo da Igreja Anglicana Barnabas Smith. Ela foi morar com o Reverendo e deixou Newton aos cuidados de sua avó materna. Essa separação produziu no pequeno Newton um sentimento de revolta, afetando profundamente a sua personalidade.

Depois de sete anos, devido a morte de seu padrasto, a mãe volta para a casa e ao reencontro de Newton, agora com os três filhos do novo casamento. A alegria pela volta de sua mãe foi ofuscada, pois Newton, agora com dez anos, não gostou de ter que dividir a atenção com seus novos irmãos, passou uma infância solitária. O isolamento continuaria sendo uma característica marcante de sua vida.

O convívio de Newton com a mãe e seus irmãos duraria pouco tempo, logo ele se mudaria para uma cidade próxima para estudar durante a sua adolescência. Nessa nova cidade, foi morar com um farmacêutico, sr. Clark, onde viviam com seus três filhos, um menino e duas meninas. Durante essa estadia, Newton investiu o dinheiro que sua mãe mandava em livros e ferramentas.

Nessa época ele construiu um moinho de vento, uma nova tecnologia; um carrinho que ele podia entrar dentro e guiar e até uma pipa com uma lanterna em sua cauda para empinar de noite. Essa última geringonça aterrorizava e encantava a vizinhança, todos comentavam sobre esse seu último invento.

No início de junho de 1661, Newton partiu para estudar em Cambridge. O Colégio Trinnity, que foi aceito, gozava de grande prestígio e autonomia na Inglaterra, e nela existiam duas categorias para estudantes. A primeira era para os alunos que poderiam pagar as taxas da Universidade e do alojamento, e tinham inúmeros prestígios; já a segunda categoria eram para aqueles que não podiam pagar e tinham que prestar serviços a Universidade, como a limpeza ou a cozinha.

Newton se encaixou na segunda categoria, apesar de sua mãe ter condições de pagar as taxas e proporcionar uma vida mais confortável ao filho, pelo que parece, ela quis colocá-lo à prova. Mas isso não o parou, Newton trabalhava na cozinha e ainda realizava vários experimentos, certa vez ele abriu uma enguia e pôde perceber que seu coração pulsava em uníssono, após parti-lo em quatro partes.

Na Universidade, ele ainda era muito isolado, até que encontrou no pátio John Wilkins, que foi uma das poucas pessoas que Newton teve uma amizade duradoura em toda sua vida e ainda exerceu grande papel de colaborador nos trabalhos do jovem cientista. Newton passava grande parte do tempo estudando, tanto que seu companheiro de quarto pensava que ele iria morrer de tanto estudar, pois esquecia até de comer durante esses momentos.

Newton teve vários percalços na Universidade, talvez o maior deles seria o de não concordar como a Matemática era ensinada, tanto que um professor chamado Isaac Barrow que o ajudou a obter seu título. O professor apreciava o talento e a determinação que Newton demonstrava nos estudos.

Quer saber mais? O livro Newton: a órbita da Terra em um copo d’água de Eduardo de Campos Valadares, é excelente!

Lucas Guimarães
Doutorando em Ensino de Ciências, mestre em Ensino de Ciências, professor de Ciências e Química da Rede Municipal de Ensino de Barra Mansa e Volta Redonda e autor do livro "Lavoisier na Sala de Aula". Atualmente desenvolvo a função de articulador de ciências na rede municipal de Barra Mansa (RJ), além de um trabalho de metodologias ativas aplicadas no laboratório de ciências no Colégio Espaço Verde. Tenho interesse de pesquisa na área de História da Ciência no Ensino