Este mapa mostra a nova localização do Polo Norte magnético (a estrela branca). (Créditos da imagem: NOAA NCEI/CIRES).

Um fenômeno um tanto comum na ficção, porém de forma bastante apocalíptica ou escatológica, é a inversão dos polos magnéticos da Terra. Isso acontece comumente — 183 vezes nos últimos 83 milhões de anos —, porém, causa medo em muitos, o que é bastante precipitado, já que a mudança é lenta e não causará o fim do mundo.

O que é o campo magnético terrestre

Há muito tempo utilizamos bússolas para nos orientarmos espacialmente, mas nem sempre compreendemos muito bem o que gerava esse campo magnético. O físico inglês William Gilbert, por exemplo, imaginou um ímã gigante em formato de barra no interior do planeta. Hoje, sabemos que características do movimento do núcleo terrestre geram esse campo, que além de nos orientar na geolocalização, nos protege de radiação solar, pois impede muitas partículas nocivas para nós de adentrar na biosfera do planeta.

A inversão dos polos

Assim como em um ímã existem pólos Sul e Norte — lembre-se de sua infância; toda criança já brincou com atração e repulsão entre ímãs —, na Terra também existe, além dos polos geográficos, que vemos nos mapas, os polos magnéticos. Enquanto os polos geográficos são fixados de forma simétrica, os polos magnéticos, não coincidem exatamente com os geográficos e, como já citado, o núcleo terrestre é dinâmico, o que faz que essa diferença possa aumentar.

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O movimento é conhecido pelos cientistas, e a cada cinco anos a posição exata do Norte magnético é atualizada, e a última delas havia sido em 2015. No entanto, essa inversão está um pouco mais acelerada do que o esperado, o que fez com que, para efeitos de precisão, os cientistas tivessem que atualizar a posição antes de 2020. Há meio século, o polo Norte magnético movia-se cerca de 11 km por ano; atualmente, cerca de 55 km/ano. No entanto, não há sinal de uma inversão total iminente.

O principal efeito que sentiremos é na geolocalização, já que os GPSs utilizam o campo magnético para se orientar, e uma aceleração nessa inversão pode atrapalhar na precisão de aparelhos e atividades que dependam de GPS. Apesar disso, o problema pode ser contornado. Além desse contratempo, não devemos sentir nada de mais grave. [Forbes].

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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