(Créditos da imagem: Anna Maria Liljestrand/Flickr).
(Créditos da imagem: Anna Maria Liljestrand/Flickr).

Os partos por cesariana (ou cesárea) podem salvar vidas quando os bebês são muito grandes para nascerem naturalmente — ou se houver outras complicações de saúde —, mas também parecem estar afetando o modo como os seres humanos estão evoluindo.

No passado, os bebês maiores e as mães com pelve pequena podiam ter morrido no trabalho de parto. Graças as cesáreas, agora é muito menos provável, mas também significa que os genes “em risco” de mães com pelve pequena estão sendo levados para as gerações futuras.

Os casos em que um bebê não consegue se encaixar através do canal vaginal aumentaram de 30 em mil, no ano de 1960, para 36 em mil, no ano de 2016, por causa das cesáreas, de acordo com estimativas de pesquisadores da Universidade de Viena, na Áustria. Isso é uma mudança significativa em apenas meio século.

“Sem uma intervenção médica moderna, esses problemas muitas vezes eram letais e isso é, de uma perspectiva evolutiva, à seleção natural”, disse o biólogo teórico Philipp Mitteroecker a Helen Briggs, da BBC. “Nossa intenção não é criticar a intervenção médica”, conclui.

A equipe utilizou um modelo matemático baseado em dados de parto obstruído para atingir suas estimativas.

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Estudos mais detalhados serão necessários para realmente confirmar a ligação entre partos cesáreos e evolução, mas tudo o que temos até agora é uma hipótese baseada nos dados de nascimento. Mitteroecker e seus colegas dizem que é importante considerar o aumento desses procedimentos.

É importante ressaltar que a equipe não está criticando as cesáreas. O estudo trata dos efeitos potenciais do procedimento na sociedade a longo prazo.

Adaptado de David Nield para o ScienceAlert.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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