(Créditos da imagem: Denis Belitsky/Shutterstock).

Os astrônomos usaram uma pesquisa do céu noturno para mapear os elementos da vida através da galáxia.

Os resultados vêm do Sloan Digital Sky Survey (SDSS), um esforço internacional para catalogar 150 mil estrelas na Via Láctea. Usando o Observatório de Apache Point, no Novo México, os astrônomos foram capazes de medir a abundância de duas dúzias de elementos químicos em cada estrela — e isso incluiu os blocos de construção de toda a vida na Terra.

Esses elementos em questão são conhecidos como os “elementos CHNOPS” — carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre — que compõem mais de 97% da massa de um corpo humano. Para medir nas estrelas, os astrônomos usaram um método chamado espectroscopia, que observa a luz das estrelas para calcular quanto de cada elemento que elas contêm.

“Podemos agora estudar a distribuição de elementos em toda a nossa galáxia”, disse um dos astrônomos da pesquisa, Sten Hasselquist, da Universidade do Estado do Novo México, em um comunicado. “Os elementos que medimos incluem os átomos que compõem 97% da massa do corpo humano”.

Os elementos mais pesados como o oxigênio foram encontrados nas regiões internas da Via Láctea, onde as estrelas são geralmente mais velhas. Nenhuma pesquisa anterior foi capaz de mapear a abundância de elementos em toda a galáxia.

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(Créditos da imagem: Dana Berry/SkyWorks Digital Inc/SDSS).

“Agora somos capazes de mapear a abundância de todos os principais elementos encontrados no corpo humano através de centenas de milhares de estrelas em nossa Via Láctea”, disse Jennifer Johnson, da Universidade Estadual de Ohio, em uma declaração. “Isso nos permite colocar restrições sobre quando e onde na nossa galáxia a vida tinha os elementos necessários para evoluir, uma espécie de zona habitável galáctica temporal”.

Adaptado de Jonathan O’Callaghan para o IFLScience.

Referência:

  1. SDSS. “The Elements of Life Mapped Across the Milky Way by SDSS/APOGEE”. Acesso em: 23 nov. 2017.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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