(Créditos da imagem: Olivier Asselin /Alamy).

As taxas de fecundidade (indicador que expressa a condição reprodutiva média das mulheres de um determinado local) na África Subsaariana começaram a cair nos anos 80. Entretanto, esses declínios pararam entre os anos de 1995 e 2000, sendo uma tendência que pode ser explicada devido à descontinuidade na educação das meninas. A África Subsaariana é a única região do mundo onde as taxas de natalidade ainda não caíram para níveis baixos, o que significa que a taxa de fecundidade da região impulsionará o crescimento da população globalmente.

O pesquisador Wolfgang Lutz e seus colaboradores, do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados, em Laxenburg, Áustria, estudaram dados demográficos de mais de 650 mil mulheres nascidas entre 1950 e 1995 em 18 países africanos. A equipe descobriu, ao analisar os dados, que as quedas nas taxas de fecundidade estagnadas podem ser explicadas pelos cortes nos gastos com educação nos anos 80, causados ​​por turbulências econômicas e políticas naquela região.

As meninas que estavam em idade escolar primária na década de 1980 atingiram a idade reprodutiva durante o período em que o declínio da fecundidade estagnou. Depois dos anos 2000, as taxas de fecundidade retomaram a sua trajetória de queda em vários dos países afetados. Segundo os autores, caso ocorra um investimento ainda maior na educação das meninas, isso pode diminuir ainda mais as taxas de fecundidade.

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Referência:

  1. KEBEDE, Endale; GOUJON, Anne; LUTZ, Wolfgang. “Stalls in Africa’s fertility decline partly result from disruptions in female education; Proceedings of the National Academy of Sciences, 2019. Acesso em: 04 mar. 2019.
Fonte:Nature
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Graduando em Ciências Biológicas na UFJF. Atualmente, sou estagiário no laboratório de Genética.

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