(Créditos da imagem: Eraxion/iStockphoto).

Quando os cientistas descobriram que o vírus da Zika pode sobreviver no sêmen por até 6 meses, as pessoas expostas à doença — especialmente aquelas que esperavam ter filhos — ficaram horrorizadas. Sabe-se agora que o vírus pode ser transmitido sexualmente em até 41 dias.

Uma nova meta-análise descobriu que outros 26 vírus também podem sobreviver no sêmen humano e continuam a contaminar a corrente sanguínea. Isso inclui os vírus que causam o Ebola, o HIV, a Hepatite B e a Herpes.

Depois de revisar mais de 3.800 artigos científicos, os pesquisadores também encontraram evidências de que pelo menos 11 vírus podem viver nos testículos, incluindo aqueles que causam a gripe, a dengue e a síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em inglês). Esses vírus também podem ser encontrados no sêmen, dizem os pesquisadores.

Embora nem todos os 27 vírus sejam transmissíveis de pessoa para pessoa, eles podem ter outras consequências graves, como reduzir a fertilidade ou aumentar o risco de adquirir uma doença sexualmente transmissível. Alguns desses vírus podem até causar mutações no DNA do esperma, que podem então fertilizar um óvulo e passar as mutações induzidas por vírus para futuras gerações.

As descobertas, publicadas no periódico Centers for Disease Control and Prevention’s Emerging Infectious Diseases, sugerem que mais vírus podem viver no sêmen do que se pensava anteriormente. No entanto, os pesquisadores alertam para que sejam realizadas mais pesquisas para entender como e se os vírus podem ser transmitidos sexualmente e exatamente quais vírus permanecem viáveis ​​no sêmen, por quanto tempo e em quais concentrações.

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Adaptado de Karl Gruber para a Science.

Referência:

  1. SALAM, Alex P.; HORBY, Peter W.. “The Breadth of Viruses in Human Semen”; Centers for Disease Control and Prevention’s Emerging Infectious Diseases, 2017. Acesso em: 25 set. 2017.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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