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Em 1917 Bohr já havia proposto seu modelo atômico e estava com mais alguns cientistas propondo uma nova teoria de enxergar o mundo microscópio: a Física Quântica. Desse modo, o cientista já tinha fama mundial, e era reconhecido como alguém grande em seu país, não era comum um dinamarquês nessa posição de destaque. Nesse ano, Niels Bohr propôs um Instituto que pudesse harmonizar a parte teórica e experimental da física, esse espaço seria o seu maior legado.

A proposta do Instituto foi acatada prontamente pela Universidade de Copenhague, o governo e a Fundação Carlsberg, que anos antes lhe deu uma bolsa, se comprometeu em fazer o mesmo com os jovens cientistas que iriam realizar suas pesquisas no novo empreendimento, era um espaço inovador, e Bohr exercia o papel de diretor e ainda fazia as suas pesquisas e se interessava pelo progresso dos colegas.

Para a inauguração do Instituto, ele convidou vários cientistas, um deles, chamado Ehrenfest escreveu a Einstein que não pode estar presente: “Tudo aqui é maravilhosamente belo! Ele é um cientista prodigioso. Sinto-me tão feliz na casa de Bohr, mais feliz do que não me sentia há muito tempo”. Toda a comunidade científica apoiou o projeto de Bohr, e logo o Instituto de Física teórica seria procurado por cientistas de todo o mundo e tendo que ser ampliado por algumas vezes para atender a todos.

Quando ocorreu a perseguição dos judeus pela escalada do nazismo em sua vizinha Alemanha, Bohr foi oferecer abrigo através de seu instituo para os perseguidos naquele país, e conseguiu atender a todos, se envolveu politicamente e quando a Alemanha invadiu a Dinamarca, eles fecharam o Instituto e Niels teve que sair fugido de seu país.

Com o fim da 2ª Guerra Mundial e consequentemente do Nazismo, o Instituto voltou a funcionar normalmente, Bohr tinha prazer de ir trabalhar de bicicleta e cumpriu seu trabalho, com menor intensidade até o fim da sua vida. Após a sua morte, o Instituto de Física teórica foi renomeado para Instituto Niels Bohr em homenagem ao cientista.

Quer saber mais? O livro “Bohr: o arquiteto do átomo” de Maria Cristina Abdalla, é excelente!

Lucas Guimarães
Doutorando em Ensino de Ciências, mestre em Ensino de Ciências, professor de Ciências e Química da Rede Municipal de Ensino de Barra Mansa e Volta Redonda e autor do livro "Lavoisier na Sala de Aula". Atualmente desenvolvo a função de articulador de ciências na rede municipal de Barra Mansa (RJ), além de um trabalho de metodologias ativas aplicadas no laboratório de ciências no Colégio Espaço Verde. Tenho interesse de pesquisa na área de História da Ciência no Ensino