(Créditos da imagem: ImageFlow/Shutterstock).

O DNA e seu primo RNA armazenam informações genéticas que possibilitam a vida como a conhecemos — mas e se milhões de moléculas menos conhecidas pudessem fazer exatamente a mesma coisa?

Um novo estudo sugere que mais de 1 milhão de moléculas podem codificar informações biológicas da mesma maneira que o DNA. O novo estudo, publicado no Journal of Chemical Information and Modeling, pode indicar novas abordagens para o desenvolvimento de medicamentos, explicar como a vida evoluiu pela primeira vez na Terra e até nos ajudar a procurar formas de vida além do nosso planeta, afirmam os autores.

Tanto o DNA quanto o RNA, os dois tipos conhecidos de ácidos nucleicos, contêm bits químicos chamados nucleotídeos, que se ligam em uma ordem específica e retransmitem dados diferentes, dependendo de sua sequência, semelhantes às letras individuais de uma frase escrita. Algumas moléculas naturais e artificiais imitam a estrutura básica do DNA, mas, até agora, ninguém havia tentado contar quantos desses semelhantes poderiam existir.

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Os pesquisadores usaram simulações computacionais para gerar fórmulas químicas de moléculas do tipo ácido nucleico. No DNA, os nucleotídeos se unem em pares distintos e se agrupam em uma linha, de modo que os cientistas se certificaram de que suas moléculas geradas pelas simulações pudessem se formar da mesma maneira. No final, o programa reuniu mais de 1 milhão e 160 mil moléculas diferentes que atendiam a esses critérios básicos.

Esses produtos químicos parecidos pode esclarecer a história de como surgiu a vida na Terra, antes que o DNA e o RNA dominassem o mundo da biologia. Teoricamente, a evolução pode ter realizado “testes” com algumas dessas outras moléculas antes de se estabelecer nos ácidos nucléicos como os melhores transportadores de dados genéticos, sugeriram os autores.

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Essas moléculas também podem alimentar futuros avanços médicos. Medicamentos que lembram nucleotídeos já são usadas para minar vírus perigosos e células cancerígenas no corpo humano. Com uma biblioteca de moléculas estruturalmente semelhantes ao DNA disponível, os desenvolvedores de medicamentos podem adotar essas moléculas como uma arma principal na luta contra à doença. [LiveScience].

Referência:

  1. CLEAVES, Henderson James et al. “One Among Millions: The Chemical Space of Nucleic Acid-Like Molecules”; Journal of Chemical Information and Modeling, 2019. Acesso em: 03 dez. 2019.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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