(Créditos da imagem: Reprodução).

Foi nos Estados Unidos que surgiu o movimento do design inteligente, uma pseudociência que tinha como objetivo combater o materialismo científico e a Teoria da Evolução usando a estratégia de cunhar um movimento político e social para tentar tirar proveito da primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante liberdade de culto a todos os cidadãos, e ensinar o design inteligente ao lado da Evolução nas escolas públicas, mas falharam e foram refutados no tribunal  que ficou conhecido como “O Julgamento de Dover”, no qual  foi comprovado que o design inteligente era uma forma de criacionismo disfarçado. O Michael Behe, o pai do design inteligente, assumiu que não tinha lido grande parte dos artigos publicados sobre a evolução.

O design inteligente não consegue explicar como as espécies surgiram. E o próprio Behe não negou a ancestralidade comum, já outros defensores do movimento acreditam na Terra jovem (uma ideia que diz que o planeta Terra tem apenas seis mil anos) e no criacionismo bíblico, os quais deixam explícito a ligação com crenças religiosas.

Por quê o design inteligente não é uma teoria científica?

Não tem como testar a ideia de um adepto do design inteligente, isso já mostra que o design inteligente não é uma teoria científica e que não resulta de aplicações do método científico.

O design inteligente afirma que processos naturais são incapazes de explicarem a diversidade biológica, mas essa isso não é verdade.  A biodiversidade biológica é explicada pela Evolução, e uma forte evidência a favor da Evolução é que existe um padrão de semelhança genética entre todos os seres vivos.

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Outro argumento falacioso é a complexidade irredutível, mas esse pseudoargumento já foi refutado pelo biólogo Kenneth Miller.

A genética dos organismos vivos não corresponde ao que se esperaria da hipótese do design inteligente que defende a existência de um designer. Os proponentes do design inteligente simplesmente não conseguem explicar como a existência do cromossomo 2 no ser humano, que é resultado da fusão de outros dois cromossomos encontrados nos demais primatas, seria o resultado de um designer inteligente, já que o simples fato de existir em nós um do cromossomo 2 que é resultado da fusão de outros cromossomos existentes nos primatas é uma forte evidência para a evolução.

Os proponentes do design inteligente nunca publicaram artigos em revistas sérias como Nature ou Science, não testam hipóteses e não fazem ciência, enquanto os cientistas publicam vários artigos e estudos sobre a evolução, naqueles periódicos científicos e em muitos outros revisados pelos pares.

Por esses motivos o design inteligente não pode ser considerado uma teoria científica, trata-se de uma pseudociência com influência do fundamentalismo religioso.

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Referência:

  1. HILLIER, LaDeana W. et al. “Generation and annotation of the DNA sequences of human chromosomes 2 and 4”; Nature, 2005. Acesso em: 16 fev. 2017.
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Leonardo Brogliato
Meu nome é Leonardo Brogliato de Moraes, sou de São Paulo e tenho 22 anos de idade. Estou na graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Anhembi Morumbi e pretendo seguir carreira científica.

3 comentários

  1. Assim como não concordo inteiramente no com todos os fatos desse assim também a evolução também esta cheio de lacunas..

      • A explosão Cambriana, a formação do homem e da mulher na questão de sexualidade, a complexidade do olho humano, as condições da origem da vida na terra, as espécies intermediárias que deveriam existir entre outras coisas que a macro evolução não explica.

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