A principal falha na camada de ozônio está localizada sobre a Antártica. (Créditos da imagem: Reprodução).

O buraco na camada de ozônio está diminuindo, segundo a NASA, que coletou dados por meio de satélites. Para quem não entende essa história muito bem, irei explicar.

O que é a camada de ozônio?

Você já deve ter ouvido falar muito sobre a camada de ozônio. Mas você sabe o que ela é? Ou para o que ela serve?

O ozônio é um gás gerado a partir do oxigênio atômico. Junte três átomos de oxigênio e você terá o ozônio (O3). Porém, isso não é tão fácil de acontecer; ocorre apenas em certos pontos da atmosfera, logo, é um processo difícil e lento para que a natureza possa produzi-lo.

Publicidade

A camada de ozônio é formada por esse gás, no entanto, é extremamente fina e sensível. Ela barra grande parte dos raios ultravioleta (UV) provenientes do Sol, que em excesso fazem muito mal para nós, podendo nos levar a ter câncer ou ficar cegos.

Sobre os CFCs…

Publicidade

Durante muito tempo, os gases utilizados pela indústria eram venenosos, inflamáveis, corrosivos, malcheirosos, etc. Ainda no século XX, descobriram os CFCs, que eram “gases perfeitos”, quase inertes, ou seja, não reagiam com praticamente nada. Passaram então a serem amplamente utilizados em aerossóis, geladeiras, ar-condicionados, etc.

Um dia, descobriram que o cloro, componente do CFC (clorofluorcarbono), poderia destruir a camada de ozônio, mas as empresas negaram, pois esse gás era “perfeito”. Não poderiam encontrar um substituto tão bom. Depois de muita briga, encontros e tentativas de resolver o problema, em 1987 foi proposto o Protocolo de Montreal, que iria lentamente acabar com o uso dos CFCs e dos HCFCs. 197 países assinaram o tratado, que entrou em vigor em 1° de janeiro de 1989.

Desde então, diversas agências espalhadas pelo mundo monitoram a camada de ozônio e os gases CFCs na atmosfera. A NASA, com dados coletados por meio de satélites, concluiu que o buraco na camada de ozônio está diminuindo, o que é uma boa notícia.

Como os efeitos do CFC são extremamente longos, estima-se que apenas em 2060 teremos uma reposição considerável da camada de ozônio.

Para se ter uma ideia do quão alarmante é esse buraco sobre a Antártica, houve um acontecimento, no sul da Argentina, em uma época em que o buraco aumentou consideravelmente, em que muitas ovelhas de uma fazenda desenvolveram problemas na visão por causa dos raios UV. Elas não tiveram problemas de pele porque o pelo as protegeram. As pessoas dessa região cobriam o todo o corpo e usavam óculos especiais por causa do buraco. Esse problema já não ocorre nesse local, pois o buraco se move.

Publicidade

Referência:

  1. Strahan, Susan E.; DOUGLASS, Anne R.. “Decline in Antarctic Ozone Depletion and Lower Stratospheric Chlorine Determined From Aura Microwave Limb Sounder Observations”; Geophysical Research Letters. Acesso em: 08 jan. 2017.
Fonte:NASA
Compartilhe:
Avatar
Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

Deixe seu comentário!

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui.