(Créditos da imagem: Wildestanimal/Shutterstock).

De acordo com o relatório anual da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês), houve um declínio no gelo do mar e na neve na região do Ártico, com temperaturas próximas a 20°C mais quentes que a média.

O relatório, que compila dados de 61 cientistas em 11 países, mostra que as temperaturas do ar sobre o Ártico de outubro de 2015 a setembro de 2016 foram “as maiores já registradas e observadas desde que as medições foram iniciadas em 1900”.

A extensão do gelo marinho na região diminuiu em todos os meses de 2016, com exceção do Mar de Bering durante o inverno.

O relatório também revelou que há uma mudança no ciclo do carbono por causa do derretimento do pergelissolo nas latitudes do norte.

Outras conclusões do relatório:

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  • Em 37 anos de observações do gelo da Gronelândia, além de 2016, houve apenas um ano no qual o derretimento da primavera começou mais cedo;
  • A cobertura de extensão de neve no Ártico foi a mais baixa já registrada a partir de satélite desde o início das medições em 1967.

Outro relatório informa que 3,76 milhões de quilômetros quadrados de gelo marinho do Ártico e Antártica descongelaram.

“Esse último ano foi o ano mais extremo para o Ártico que eu já vi”, disse Mark Serreze, diretor do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA, em Boulder, Colorado, ao Associated Press.

O relatório pode ser acessado (em inglês) no site da NOAA.

De Bec Crew para o ScienceAlert.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 17 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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