Kerygmachela kierkegaardi. (Créditos da imagem: Rebecca Galern/Near Bird Studios et al).

Embora seja difícil acreditar que os tecidos nervosos delicados possam perdurar por centenas de milhões de anos, é exatamente o que aconteceu com cérebros e olhos de cerca de 15 antepassados ​​de aranhas e lagostas modernas, chamado de Kerygmachela kierkegaardi. Encontrado ao longo da costa do norte da Gronelândia, os fósseis de 518 milhões de anos contém teoremas e olhos preservados o suficiente para ajudar os pesquisadores a escrever uma nova história do sistema nervoso dos artrópodes.

Até agora, muitos biólogos haviam argumentado que os artrópodes antigos — que deram origem aos insetos e crustáceos de hoje — tinham um cérebro de três partes e olhos muito simples. Olhos compostos, em que o “olho” é um conjunto de muitos olhos menores, supostamente evoluiu mais tarde de um par de pernas que se moveram para a cabeça e foram modificadas para detectar a luz.

Mas os novos fósseis, que variam de alguns centímetros a 30 centímetros de comprimento, têm um cérebro pequeno e sem precedentes, semelhante ao que se vê nos vermes de veludo modernos, informaram os pesquisadores hoje na Nature Communications. Apesar do cérebro simples, os olhos de Kerygmachela provavelmente eram complexos, talvez o suficiente para formar imagens rudimentares. Os olhos, indicados por manchas brilhantes na pequena cabeça do fóssil, parecem ser versões duplicadas dos olhos pequenos e simples vistos hoje em artrópodes macios e primitivos chamados ursos d’água e vermes de veludo.

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Adaptado de Elizabeth Pennisi para a Science.
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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