(Créditos da imagem: Laurent Denis/Station de Radioastronomie de Nançay).

Os astrônomos descobriram vários milhares de exoplanetas, mas além de seu tamanho, massa e — para alguns estudiosos — dicas do que está em suas atmosferas superiores, eles permanecem envoltos em mistério. Mas na semana passada, na França, pesquisadores apresentaram um radiotelescópio que pode revelar o que está acontecendo dentro de um exoplaneta. O radiotelescópio, sintonizado para procurar sinais de rádio semelhantes a feixes acionados por um campo magnético, pode mostrar se um planeta possui um dínamo magnético — um núcleo metálico líquido e agitado como o da Terra.

“É um estudo sobre a estrutura interna que não há outra maneira de abordar agora”, disse a astrofísica Evgenya Shkolnik, da Universidade Estadual do Arizona em Tempe, que não está envolvida no projeto.

As descobertas do telescópio podem ajudar os pesquisadores a entenderem a formação dos planetas e se os seis planetas com campos magnéticos do nosso Sistema Solar são típicos. Os sinais também darão pistas da habitabilidade de um planeta. Os campos magnéticos protegem a superfície de um planeta dos raios cósmicos e do vento das partículas carregadas de sua estrela. Ao desviar o vento estelar, um campo magnético também pode impedir que as partículas carregadas varram a atmosfera de vida do planeta.

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“Isso abre uma porta extra para o estudo de exoplanetas”, afirmou Jean-Mathias Griessmeier, da Universidade de Orléans, na França.

Oficialmente inaugurado na semana passada, o telescópio, localizado na França, ajudará a encontrar sinais das primeiras estrelas do Universo primitivo, mas também dedicará uma grande fração de seu tempo à varredura de uma gama de frequências de rádio em busca de sinais de campos magnéticos exoplanetários. “É apenas uma questão de tempo [antes da detecção], provavelmente meses”, disse Shkolnik. [Science].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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