(Créditos da imagem: Pixabay/Victor Tangermann).

Em novembro passado, pesquisadores chineses anunciaram que o reator Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST), um “Sol artificial” projetado para imitar o processo de fusão nuclear que o Sol usa para gerar energia, atingiu um marco alcançando uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius.

Agora, as autoridades chinesas estão dizendo que acreditam que vão finalizar a construção de um novo “Sol artificial” neste ano, e afirmam que este dispositivo será capaz de atingir um marco na temperatura iônica — colocando-nos um passo mais perto de aproveitar o poder da fusão nuclear.

No domingo (5), Duan Xuru, funcionário da Corporação Nacional Nuclear da China, anunciou durante a sessão anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês que os engenheiros concluiriam a construção do Tokamak HL-2M em 2019.

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“O plasma do ‘Sol artificial’ é composto principalmente de elétrons e íons”, disse Duan à mídia, de acordo com o Global Times.

De acordo com Duan, o Tokamak HL-2M será capaz de atingir uma temperatura de íon de 100 milhões de graus Celsius, cerca de sete vezes mais quente do que a temperatura real do íon do Sol. Essa conquista faz parte do que o Global Times chama de “um dos três desafios para alcançar o objetivo de aproveitar a fusão nuclear”

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Se Duan estiver certo, o dispositivo pode servir de modelo para futuros reatores de fusão nuclear, trazendo o sonho da energia limpa ilimitada um passo mais próximo da realidade.

Fonte:Futurism
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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