(Créditos da imagem: Pixabay).

No último sábado (01), cientistas anunciaram na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago um novo medicamento que melhora drasticamente as taxas de sobrevivência de mulheres jovens com a forma mais comum do câncer de mama.

Segundo os pesquisadores, foi registrado um aumento de 70% na taxa de sobrevivência das pacientes ao adicionar um medicamento conhecido como inibidor de ciclinas no tratamento. A taxa de mortalidade foi 29% menor do que quando as pacientes receberam um placebo.

Sara Hurvitz, autora principal da pesquisa, informou que o estudo se centrou no câncer de mama com receptores hormonais positivos, que representa dois terços de todos os casos de câncer de mama entre as mulheres mais jovens.

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“Pode-se obter uma sinergia ou uma resposta melhor, uma eliminação melhor do câncer, ao acrescentar um destes inibidores no ciclo celular”, disse Hurvitz.

O tratamento ataca de forma mais seletiva as células cancerosas, bloqueando sua capacidade de se multiplicar e por isso é menos tóxico do que do que a quimioterapia tradicional.

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A pesquisa analisou 670 mulheres com menos de 59 anos, que tinham câncer avançado, para os quais não tinham recebido tratamento de bloqueio hormonal prévio.

“Estas são pacientes que tendem a ser diagnosticadas mais tarde, em uma etapa posterior de sua doença porque não temos grandes modalidades de detecção para as mulheres jovens. Isso é o que nos emociona tanto, porque é uma terapia que afeta muitas pacientes com a doença avançada”, disse Hurvitz. [G1].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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