(Créditos da imagem: Reprodução).

Elon Musk quebrou o silêncio sobre os mais recentes desenvolvimentos da Neuralink, a startup de neurotecnologia que visa criar uma interface entre humanos e computadores.

Na Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco, na noite da última terça-feira (16), Musk revelou que testaram um implante que permitiu a um macaco controlar um computador com seu cérebro. Eles também se aproximaram dos órgãos reguladores dos EUA para obter aprovação para testar o dispositivo em seres humanos.

“Este é um assunto delicado, mas definitivamente precisamos abordar o elefante na sala, o macaco na sala”, disse Musk à multidão durante a sessão de perguntas e respostas da palestra. “Um macaco conseguiu controlar o computador com seu cérebro. Apenas.”

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De acordo com Musk, os humanos já fazem interface com sistemas digitais quando usamos um smartphone ou laptop. No entanto, a entrada é obtida através do toque de nossos dedos, o que significa que o fluxo de informações é relativamente lento. Este implante pretende criar uma interface quase instantânea entre um sistema digital e o cérebro, na medida em que o computador se torna uma extensão ininterrupta de nossa própria cognição.

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O dispositivo consiste em uma sonda minúscula de fios flexíveis ultrafinos, mais finos que um fio de cabelo humano, que podem detectar a atividade dos neurônios e efetivamente “ler” o cérebro, embora seja uma parte muito pequena dele.

Eles até desenvolveram um robô que é capaz de implantar o dispositivo em animais, principalmente em ratos, sob a supervisão de um neurocirurgião. De acordo com um livro branco sobre o projeto, que não foi revisado de forma independente, pelo menos 19 cirurgias em roedores foram realizadas pelo robô com uma taxa de sucesso de 87%.

Certamente tudo soa muito emocionante, mas ainda há inúmeros obstáculos e problemas a serem superados antes que isso se torne uma realidade. Os executivos da Neuralink disseram ao The New York Times que eles sabem que têm um “longo caminho a percorrer” antes que o projeto tenha usos práticos reais. [IFLS].

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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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