Astronautas da Apollo 11 na Lua, em 1969. (Créditos da imagem: NASA).

Nas últimas décadas, diversas agências espaciais enviaram missões para pousar em Vênus na Lua ou em Marte, além de missões orbitais em diversos outros corpos, com destaque para a NASA, principal agência espacial do mundo. Entretanto, uma falta de cuidado poderia significar riscos de contaminação desses corpos por material orgânico terrestre.

Diversos problemas seriam derivados de uma possível contaminação biológica. Dentre eles destacam-se os riscos para a possível existência de vida naquele corpo – material da Terra poderia matá-los, ou causar alguma outra interferência, além do risco de estes seres microscópicos reproduzirem lá. O segundo problema seria pensarmos ter encontrado vida extraterrestre, quando é, na verdade, material terrestre. 

Há diversos protocolos de descontaminação a serem seguidos por espaçonaves, ainda mais rígidos para aquelas que irão pousar. Recentemente, a NASA lançou uma atualização, onde inclui duas novas Diretrizes Interinas da NASA (NIDs), especificamente para missões em Marte ou na Lua.

A princípio não há alguma regra especificada para outros corpos. Há diversos pesquisadores pelo mundo planejando futuras missões para pousar além de Marte, principalmente em algumas luas de Saturno. Europa, Titã e Encélado são as três luas do planeta em que a possibilidade da existência de vida é mais promissora.

“Estamos habilitando nosso importante objetivo de exploração sustentável da Lua e, simultaneamente, salvaguardando a futura ciência nas regiões permanentemente inexploradas”, disse ao portal de imprensa da NASA Thomas Zurbuchen, da Diretoria de Missões Científicas da NASA.

Zurbuchen completa falando sobre a importância dos corpos extraterrestres não só na busca pela vida, mas no nosso próprio autoconhecimento, como planeta: “Esses locais têm imenso valor científico em moldar nossa compreensão da história do nosso planeta, da Lua e do sistema solar”.

O Administrador da NASA, mais alto cargo da agência, Jim Bridenstine, disse que “É vital que os regulamentos da NASA permaneçam sincronizados com nossos recursos e planos”. Ele se refere aos planejamentos para a volta da exploração espacial. A nova corrida espacial é liderada por empresas privadas.

A primeira diretriz, portanto, institui novas regras e procedimentos a serem seguidos com rovers, landers ou satélites – ou seja, qualquer missão não tripulada na Lua ou em Marte, de forma a evitar ao máximo a contaminação biológica.

A segunda diretriz apóia oficialmente uma missão tripulada em Marte. Antes, apesar dos planejamentos e dos sonhos para ir ao planeta, as regras impediam a exploração humana de Marte, o que precisava ser alterado, para que, por exemplo, a SpaceX possa ir ao planeta vermelho. [NASA].