(Créditos da imagem: Getty Images).

Pesquisadoras da NASA encontraram milhões de pontos de emissão de metano proveniente do permafrost — a camada de terra e gelo que até hoje esteve sempre congelada — na região ártica. Conforme relatado na Geophysical Research Letters, a equipe utilizou espectrômetros de alta precisão instalados em aviões para estudar uma área de 30 mil metros quadrados.

De acordo com Clayton Elder, pesquisador-líder do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, foi considerado ponto de emissão os locais com mais de 3.000 ppm de metano na região entre o avião e o solo. “Detectamos 2 milhões destes pontos quentes na área que cobrimos”, informou o pesquisador.

Segundo a pesquisa, as emissões de metano nesses pontos são oriundos de duas fontes, sendo elas a liberação do gás uma vez preso na camada de permafrost e o gás originado pela deterioração da matéria orgânica mediante o aquecimento das camadas geladas.

Atualmente, o Ártico está esquentando duas vezes mais rápido que em qualquer outro lugar da Terra, ocasionando um degelo nunca antes visto. Com isso, várias criaturas estão sendo encontradas e doenças antigas podem ressurgir devido à descongelação. [ClimaInfo].