(Créditos da imagem: Reprodução).

É muito comum os jogos violentos serem culpados, por boa parcela da população, por episódios de adolescentes que ferem, ou chegam ao extremo de matar pessoas, como os frequentes tiroteios em escolas pelo mundo. Por esse pressuposto, a popularidade de jogos digitais entre os jovens preocupa muitas pessoas, incluindo o meio acadêmico.

Um estudo publicado na revista Royal Society Open Science, da Royal Society, no entanto não encontrou uma ligação entre os jogos violentos e comportamentos agressivos nos adolescentes. Os pesquisadores analisaram 1004 adolescentes britânicos entre 14 e 15 anos de idade, entre garotos, garotas e outros gêneros, e um responsável legal para cada jovem; 2008 pessoas, no total.

Os jovens apresentaram seu histórico de jogos no período anterior, e os responsáveis informaram sobre o comportamento deles nesse mesmo período. A classificação de violência do jogo foi feita de acordo com classificações oficiais da União Europeia e dos Estados Unidos. Com esses dados, foi aplicado um questionário de triagem comportamental, amplamente utilizado em crianças e adolescentes de 4 a 17 anos.

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Os resultados não demonstraram ligações significativas entre jogos de caráter violento e comportamento agressivos nos 1004 indivíduos.

A pesquisa também sugere que muitos estudos que encontram tal relação se basearam apenas nos relatos pessoais dos jogadores, e alguns inflaram dados.

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Agências de psicologia e de saúde de diversos países já correram atrás dessa preocupação anteriormente e também não encontraram tal relação. A Suprema Corte dos Estados Unidos já havia declarado em 2011 que há falta de evidências de que jogos digitais provocam comportamentos violentos nos jovens para que fosse feita uma restrição na venda de jogos violentos.

Referência:

  1. PRZYBILSKI, Andrew K; WEINSTEIN, Netta. Violent video game engagement is not associated with adolescents’ aggressive behaviour: evidence from a registered report; Royal Society Open Science. Acesso em: 12 mar. 2019.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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