Micrografia eletrônica de transmissão mostrando a morfologia geral da célula da cepa S2R03-9T Methylobacterium jeotgali. (Créditos da imagem: Aslam et al./ Int. J. Syst. Evol. Microbiol. 2007).

Uma equipe de pesquisadores indianos e norte-americanos que trabalham com a NASA acabaram de descobrir quatro cepas de bactérias que vivem em lugares diferentes na ISS — três das quais eram, até agora, micróbios desconhecidos para a ciência.

Uma das cepas foi encontrada em um painel superior das estações de pesquisa do ISS, a segunda cepa foi encontrada na Cúpula, a terceira foi encontrada na superfície da mesa de jantar; e a quarta foi encontrado em um antigo filtro HEPA devolvido à Terra no ano de 2011.

Mas como elas foram parar lá?

Os astronautas da ISS cultivam pequenas quantidades de comida há muito tempo, então é comum que se encontre bactérias relacionadas a estas plantas vagando e se reproduzindo por lá.

Rabanetes cultivados na ISS. (Créditos da imagem: NASA).

Um dos quatro microrganismos foi identificado como uma espécie conhecida chamada Methylorubrum rhodesianum. Já as outras três foram sequenciadas e todas pertencentes à mesma espécie, que não foi identificada. Estas cepas foram batizadas IF7SW-B2T, IIF1SW-B5 e IIF4SW-B5. Os pesquisadores propuseram chamar a nova espécie de Methylobacterium ajmalii em homenagem a Ajmal Khan, um renomado cientista indiano.

Estes micróbios desconhecidos podem auxiliar no cultivo de plantas na ISS

Os microrganismos recém descobertos são muito resistentes e toleram facilmente as duras condições da ISS. Dessa forma, eles poderiam auxiliar no crescimento das plantas de forma mais sustentável.

Segundo a equipe de pesquisa, uma das cepas, a IF7SW-B2T, detém genes promissores relacionados ao crescimento das plantas, dentre eles um gene para uma enzima essencial para a citocinina, que promove a divisão celular em raízes e brotos.

inda há muito o que se analisar e descobrir sobre a diversidade microbiana da ISS. Cerca de mil amostras já foram coletadas na ISS, mas ainda aguardam uma viagem de volta à Terra.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Microbiology.

Publicado originalmente por SoCientífica. Leia o original aqui.