(Créditos da imagem: Shutterstock).

Enquanto brincava em uma fazenda no Oregon, nos Estados Unidos, um menino de 6 anos caiu e cortou a testa. Os seus pais limparam e saturaram o ferimento em casa. Por alguns dias, tudo parecia bem, de acordo com um relato. Mas seis dias após a queda, o garoto começou a chorar, apertando a mandíbula e tendo espasmos musculares. Seus sintomas pioraram e, quando ele começou a ter dificuldade para respirar, seus pais ligaram para o serviço de emergência, que levou o pequeno ao hospital.

No hospital, os médicos diagnosticaram o menino com tétano — fazendo dele o primeiro caso documentado da infecção no Oregon em mais de 30 anos, de acordo com um relatório publicado ontem (7) pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

O tétano é uma infecção causada pela bactéria Clostridium tetani, mas é evitável graças à vacina contra o tétano, diz o CDC.

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Mas, de acordo com o relatório, o garoto não recebeu a vacina contra o tétano, nem nenhuma das outras vacinas recomendadas para uma criança da idade dele.

Uma doença séria

Quando o menino chegou ao hospital, o seu músculo da mandíbula estava espasmo e, embora quisesse água, não conseguia abrir a boca para beber. Ele também estava sofrendo uma condição chamada de opistótono.

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A criança foi recepcionado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu a vacina contra o tétano, bem como medicamentos contendo anticorpos para combater as bactérias. Estes anticorpos foram retirados de pessoas que foram vacinadas contra o tétano.

O garoto permaneceu na UTI por 47 dias, seguido por várias semanas de tratamento intermediário e reabilitação. Finalmente, com uma conta médica superior a US$800 mil, a criança conseguiu retornar à sua vida normal, que inclui correr e andar de bicicleta.

Bactérias “onipresentes”

Apesar das recomendações dos médicos para dar ao garoto a segunda dose da vacina contra o tétano, juntamente com outras vacinas necessárias para as crianças, a família recusou.

O Dr. William Schaffner, especialista em doenças infecciosas da Universidade de Vanderbilt, que não esteve envolvido no caso, disse que a infecção da criança efoi “um evento trágico que [era] completamente evitável”.

E a decisão dos pais de não lhe dar uma segunda dose da vacina contra o tétano representou uma “segunda tragédia”, disse Schaffner à Live Science.

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Exceto para os ocasionais filhos de pais anti-vacinas, a maioria das crianças recebe as vacinas contra o tétano. E graças à vacina, os casos dessa infecção diminuíram em 95% e as mortes em 99% desde a década de 1940.

A bactéria que causa o tétano é “onipresente, está em toda parte”, dz Schaffner. Embora muitas vezes associadas com materiais enferrujados, as bactérias não têm a ver com a ferrugem — as pessoas podem ser infectadas por qualquer tipo de ferida profunda e penetrante. De fato, a C. tetani é encontrada em quaisquer lugares no meio ambiente, inclusive no solo, na poeira e nas fezes.

Segundo Schaffner, a única maneira de se proteger é se vacinando. Além do mais, uma infecção prévia por tétano não confere imunidade contra futuras infecções. A vacina funciona em parte combatendo as toxinas criadas pelas bactérias do tétano, em vez das próprias bactérias.

Fonte:Live Science
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Giovane Almeida
Sou baiano, tenho 18 anos e sou fascinado pelo Cosmos. Atualmente trabalho com a divulgação científica na internet — principalmente no Ciencianautas, projeto em que eu mesmo fundei aos 15 anos de idade —, com ênfase na astronomia e biologia.

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