(Créditos da imagem: Manuela Milani/Pixabay).

Causou revolta o debate entre dois médicos no canal francês de Televisão LCI. Eles conversavam sobre o Covid-19, quando lançaram a polêmica. O chefe do serviço de reanimação do Hospital Cochin, de Paris, Jean Paul Mira e o diretor de investigação de um instituto de saúde e investigação médica, Camille Locht, colocaram na mesa a possibilidade de realizar testes e estudos de vacinas na África.

 A justificativa dos médicos é a de que “as pessoas não usam máscaras nem tratamentos de reanimação”. Jean P. Mira ainda diz: “Isso acontece em casos de Aids, onde prostitutas são usadas para testar certas coisas, porque sabem que estão muito expostas e não têm proteção”.

Três astros africanos do futebol, Drogba, Eto’o e Demba, demonstraram em suas redes sociais a revolta com as declarações. No Twitter, Demba disse: “Bem-vindo ao Ocidente, onde os brancos se consideram tão superiores que o racismo e a debilidade são banalizados. Hora de se levantar!”.

https://twitter.com/dembabafoot/status/1245716208541995008?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1245716208541995008&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Ffutebol%2Ffutebol-internacional%2Fnoticia%2Fdrogba-etoo-e-demba-ba-se-revoltam-com-sugestao-de-testes-de-vacina-na-africa-filhos-da-p.ghtml

As declarações dos médicos evidenciam um passado cruel, em que os países europeus exploraram a África em um nível ainda maior do que as Américas, até a metade do século XX. A visão de inferioridade sofrida pelos africanos, pela pobreza e outros problemas sociais, vem justamente dessa exploração.

Também no Twitter, Drogba disse que “a África não é um laboratório de testes”. Ele conclui dizendo: “É absolutamente nojento… Os líderes africanos têm a responsabilidade de proteger a população dessas conspirações horríveis. Que Deus nos proteja”. [VejaGlobo Esporte].