(Créditos da imagem: CNPEM).

Está sendo construído no Brasil o Sirius, o mais moderno acelerador de partículas síncrotron do mundo, em Campinas, no  estado de São Paulo. O fruto da ciência brasileira reflete esforços contínuos desde os anos 1990. O acelerador em si está sendo construído desde 2014, com os responsáveis necessitando fazer diversos malabarismos para finalizá-lo e seu funcionamento poder entrar em pleno vapor, dado o contexto da obsolescência ciência brasileira por causa da falta de verbas. 

Cortes e contingenciamentos recentes que colocaram em risco trabalhos de cientistas e movimentaram forças para lutar em favor da ciência afetaram ainda mais a conclusão do Sirius. Se antes o governo já liberava lentamente as verbas, agora só piorou; dos 180 milhões previstos para o orçamento desse ano, aprovados pelo congresso, 100% está contingenciado. Por isso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), recorreu ao Ministério da Economia a liberação dos 180 milhões.

Há um ano, a previsão é que estivesse em funcionamento total ainda no ano de 2019. Entretanto, 400 milhões ainda são necessários para a conclusão, segundo estimativas do Ministro Marcos Pontes. Devido a isso, a previsão para funcionamento integral do laboratório é, ainda posterior a 2020. 

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Conforme disse Marcos Pontes ao G1 em outra ocasião de descontentamento de verbas liberadas pela União, “É basicamente quando você tem uma corrida, um carro de Fórmula 1, você quer aumentar a velocidade do carro e corta o motor”. [G1].

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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, me aventuro pelo jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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