(Créditos da imagem: Kevin Gill).

Há uma limitação na exploração de Marte: drones poderiam ser muito úteis no planeta vermelho, mas a atmosfera é muito rarefeita, o que torna o voo muito difícil. Atualmente enviamos para Marte apenas sondas, satélites, rovers e landers.

Entretanto, um projeto da Universidade do Alabama em Huntsville, nos Estados Unidos, visa a criação de abelhas robôs para serem enviadas ao planeta Marte. Foi um dos 25 projetos recentemente escolhidos pela NASA para investir. Cada projeto ganhou 125 mil dólares.

Chamados de MarsBee (Abelhas de Marte, em tradução livre), os pequenos robôs terão um formato parecido com abelhas. Segundo os pesquisadores responsáveis pelo projeto, as asas de uma abelha possuem a aerodinâmica perfeita para voar em uma atmosfera rarefeita como a marciana.

Um rover será a “colônia” das abelhas marcianas. Ele funcionará como estação de recarga e base de comunicação. Uma vantagem é que se um só robô quebra, ainda há um “enxame” inteiro para pesquisar o planeta.

A equipe dos Estados Unidos irá modelar, otimizar e estudar numericamente as questões atmosféricas no planeta vermelho. Uma equipe japonesa ficará responsável pelo desenvolvimento e testes dos robôs. Desenvolvido por essa equipe japonesa, o Hummingbird Micro-Air Vehicle é um dos poucos robôs desse tipo que tem a capacidade de voar. Eles serão testados em voos em uma câmara de vácuo que simula a atmosfera marciana, para que os pesquisadores possam analisar o seu desempenho.

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Durante a primeira fase de desenvolvimento, serão determinados o desenho, o movimento e o peso das asas. A manobrabilidade, decolagem e pouso, sensoriamento remoto e alguns outros fatores serão pensados durante a segunda fase.

Referência:

  1. NASA. “Marsbee – Swarm of Flapping Wing Flyers for Enhanced Mars Exploration”. Acesso em: 04 abr. 2018.
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Mais um insignificante humano habitando um pálido ponto azul no vasto oceano cósmico circundante. Com minha ilusória auto-importância, característica humana, pretendo seguir carreira no jornalismo científico. Apaixonado pela ciência desde criança, sou uma das poucas pessoas que como diz Carl Sagan, “passam pelo sistema com sua admiração e entusiasmo intactos”. Atualmente faço o ensino médio em uma ETEC e escrevo para o Ciencianautas.

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