(Créditos da imagem: Science Advances).

Uma equipe de cientistas britânicos e alemães registraram, pela primeira vez, átomos formando e rompendo ligações químicas. O fenômeno microscópico ocorre em uma escala muito pequena, entre 0,1 e 0,3 nanômetro — o que é 500 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo.

A equipe utilizou método avançados de microscopia para registrar o fenômeno em tempo real entre dois átomos de rênio. No vídeo abaixo, é possível observar os átomos em formas de pequenas bolas pretas, na parte superior.

“Ficou surpreendentemente claro como os dois átomos se movem em pares, indicando claramente uma ligação entre eles”, afirmou Kecheng Cao, assistente de pesquisa da Universidade de Ulm, na Alemanha. “É importante ressaltar que, à medida que o Re2 desce pelo nanotubo, o comprimento da ligação muda, indicando que a ligação se torna mais forte ou mais fraca, dependendo do ambiente ao redor dos átomos”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez que a evolução, a quebra e a formação de ligações químicas na escala atômica foram gravadas em filme. Além disso, os pesquisadores descobriram novas informações sobre as ligações químicas do rênio, que pode formar diferentes tipos ligações. Entender este processo é importante para que os cientistas compreendam melhor as propriedades magnéticas, eletrônicas e catalíticas do material.

Fenômeno microscópico ocorre em uma escala 500 mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo. (Créditos da imagem: Science Advances).

“No experimento, observamos que os dois átomos de rênio são ligados através de uma ligação quádrupla”, explicou Stephen Skowron, responsável pelos cálculos da pesquisa. “Isso fornece novas ideias fundamentais sobre a química desse metal de transição.”

Referência:

  1. CAO, Kecheng et al. “Imaging an unsupported metal–metal bond in dirhenium molecules at the atomic scale”; Science Advances, 2020. Acesso em: 23 jan. 2020.